O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 18/09/2020
De um lado, influenciadores digitais que exercem impacto acima da média em um determinado segmento, desta maneira, influenciando milhares de pessoas a adquirirem um produto ou uma determinada linha de pensamento. De outro, jovens com caráter em construção sendo influenciados a adquirirem tais produtos ou a pensarem de tal maneira. É este o paradoxo que vive o impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens, se tornando, desta maneira, um assunto a ser debatido e a ter seus impasses devidamente resolvidos.
Indubitavelmente, a existência dos influenciadores no âmbito digital se torna um problema a partir do momento em que os mesmos passam a influenciar negativamente os seus seguidores, consequentemente contribuindo de forma negativa para a construção do caráter dos jovens. Só para ilustrar, de acordo com uma pesquisa da Qualibest, cerca de 71% dos jovens brasileiros seguem algum tipo de influenciador, e dentre tais influenciadores estão inclusos aqueles com atitudes preconceituosas ou que ferem a Constituição Brasileira. Um exemplo disso é o “youtuber” Everson “Zoio”, que em um de seus vídeos relata um acontecimento com sua ex namorada, que muitos usuários classificaram como estupro.
De certo, existem impasses que impedem a situação de ser devidamente resolvida. Dentre tais impasses está a falta de atenção por parte das plataformas ao que os seus usuários publicam, sejam eles influenciadores ou não. Muitos usuários publicam discursos de cunho preconceituoso, incitando o ódio e não são punidos, ocasionando, desta maneira, uma reação em cadeia na qual diversos usuários fazem o mesmo sem receberem uma punição.
Infere-se, portanto, que o impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens é um grande desafio no Brasil. O Governo Brasileiro deveria impor às plataformas digitais - como Instagram, Twitter, Facebook, entre outros- a revisão do conteúdo publicado pelos seus usuários, para que desta maneira, as plataformas tenham a capacidade de excluir as publicações e banir os usuários que incitarem o ódio, a violência e o preconceito, impedindo assim, que os jovens sejam expostos a qualquer tipo de publicação que afete de forma negativa a construção de seu caráter.