O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 19/09/2020
As novas figuras que se popularizam pela “internet” são chamadas de “influencers”, justamente um termo importado do inglês e traduzido por influenciadores. Os mesmos, normalmente, produzem conteúdo em suas redes sociais ou plataformas de entretenimento e são acompanhados por milhões de pessoas de todas as faixas etárias. Destaca-se a influência dos mesmos, com seu trabalho, entre seu público. Entretanto, como há o aumento de usuários mais jovens na “internet”, surge a preocupação quanto ao tipo de conteúdo que estes podem ser submetidos. Visto que ainda estão em sua fase de desenvolvimento psíquico, e são expostos desde cedo às influências externas.
Durante seu desenvolvimento, o ser humano sofre uma série de alterações em seu organismo que promovem seu amadurecimento e formação intelectual. Por isso é importante que durante essa fase, o jovem interaja com informações e conhecimentos diversos que lhe agregarão em sua perspectiva perante o mundo. Caso contrário, o resultado de uma má interação com o conhecimento e crítica será um ser incapacitado e altamente manipulável tanto para a virtude quanto à desvirtude.
Na década de noventa existiam muitos programas e quadros assistidos pelos jovens que apresentavam certos conteúdos inadequados para o público, porém a supervisão dos pais era mais efetiva, visto que o conteúdo consumido pelos jovens era também consumido pelo resto da família, dando margem pra uma maior fiscalização dos responsáveis quanto ao que era assistido pelos mais novos. Já hoje, com do desenvolvimento dos aparelhos portáteis, a supervisão do que é visto, e onde é visto, foi prejudicada. Eis então a importância do acompanhamento dos pais perante os seus filhos.
Enfim, os influenciadores não necessariamente apresentam algum mal aos jovens, e estes não devem ser proibidos de interagir com o conteúdo e mídias digitais produzidas pelos “influencers”. Somente deve haver um cuidado pelo qual tipo de coisa eles são atraídos. Por isso é que os pais devem assumir o papel fundamental de supervisionar o comportamento dos filhos e também abrirem o diálogo dentro de casa para que a criança ou o adolescente entenda que existem certas coisas que podem não ser positivas a ele. E assim o indivíduo saberá distinguir por conta própria aquilo que a ele é exposto.