O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 17/09/2020

De um lado, influenciadores digitais que exercem impacto acima da média em um determinado segmento, de outro, jovens com caráter em construção sendo influenciados a adquirirem tais produtos ou a pensarem de tal maneira. O paradoxo que vive o impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens, se tornando, desta maneira, um assunto a ser debatido e a ter seus impasses devidamente resolvidos. Indubitavelmente, a existência dos influenciadores no âmbito digital se torna um problema a partir do momento em que os mesmos passam a influenciar negativamente os seus seguidores, consequentemente, contribuindo de forma negativa para a construção do caráter dos jovens. Só para ilustrar, de acordo com a pesquisa da Qualibest, cerca de 71% dos jovens brasileiros seguem algum tipo de influenciador, e dentre tais influenciadores, estão inclusos aqueles com atitudes preconceituosas ou que ferem a Constituição Brasileira. Um exemplo disso é o “youtuber” Everson “Zoio” que em um de seus vídeos relata um acontecimento sua ex-namorada. De certo, existem impasses que impedem a situação de ser devidamente resolvida. Dentre tais impasses, está a falta de atenção por parte das plataformas ao que os seus usuários publicam, sejam eles influenciadores ou não. Muitos usuários publicam discursos de cunho preconceituoso, incitando o ódio e não são punidos, ocasionando desta maneira, uma reação em cadeia na qual diversos usuários fazem o mesmo sem receber punição. Infere-se, portanto, que o Governo Brasileiro deveria impor ás plataformas digitais- como Instagram, Twitter, Facebook, entre outros- a revisão do conteúdo publicado pelos seus usuários, para que, desta maneira, as plataformas tenham a capacidade de excluir publicações e banir os usuários que incitarem, o ódio, violência e preconceito, impedindo, assim, que os jovens sejam expostos a qualquer tipo de publicação que afete de forma negativa, a construção de seu caráter.