O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 16/09/2020

A série de “Black Mirror”, mostra uma sociedade conectada onde tudo depende da Internet. Da mesma forma, percebe-se agora que os influenciadores digitais nas mídias  desempenham um papel cada vez mais importante nos valores contemporâneos, principalmente na educação de crianças e jovens. No entanto, observou-se que tais impactos costumam ter efeitos prejudiciais para o desenvolvimento dos jovens, especialmente  a constante glamourização de padrões consumistas e materialistas nas redes socias.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar que os influenciadores digitais podem alcançar milhões de seguidores em suas redes sociais. Portanto, muitos dessas celebridades virtuais são ferramentas de publicidade para várias marcas. No entanto, a falta de legislação para regulamentar esse tipo de publicidade traz diversos problemas, entre eles a motivação para o uso de drogas, principalmente remédios para emagrecer. Além dos perigos desse tipo de divulgação, também fortalece os padrões estéticos e se torna uma forma de alcançar a satisfação pessoal.

Além disso, há uma valorização excessiva dos bens materiais por um grande número de “influenciadores”. Nessa perspectiva, segundo o filósofo francês Jean Baudrillard, a sociedade moderna é caracterizada por incorporar o simbolismo da prosperidade em objetos e bens. Isso fica evidente na recorrente glorificação de produtos e serviços por figuras públicas na internet, colocando em prática o conceito de materialismo como símbolo de conquista social. Assim, como resultado dessa avaliação inadvertida dos bens materiais, nasce nos jovens um conceito errôneo de que “ter” é mais importante do que “ser”.

Consequentemente, medidas são necessárias. Cabe ao governo, em conjunto com o CONAR - Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária -, formular normas que regulamentem a publicidade na esfera virtual, a fim de limitar a veiculação de conteúdos que sejam de alguma forma prejudiciais ao telespectador. Além disso, as plataformas devem visualizar e classificar o conteúdo postado por seus usuários por faixa etária, se necessário, ou excluí-lo se incitar violência ou discurso de ódio, evitando assim que os jovens sejam expostos a postagens prejudiciais ao desenvolvimento. pessoas.