O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 16/09/2020
Os filósofos alemães Adorno e Horkheimer criaram o conceito de “indústria cultural”, cuja ideia está relacionada a uma padronização de valores disseminado nos veículos de comunicação. Nesse sentido, estão inseridos no contexto atual os influenciadores digitais, que são produtores de conteúdo para YouTube, Instagram e outros aplicativos, que possuem milhões de seguidores, compostos predominantemente por um público juvenil. Desse modo, é importante analisar o impacto desses influenciadores na vida dos jovens brasileiros, cada vez mais conectados às redes sociais. Compreendendo a força e a importância dos influenciadores digitais, as empresas então começaram a investir nessas celebridades para divulgar seus produtos (físicos ou digitais), devido ao grande alcance social e na capacidade que eles têm de moldar comportamentos, já que conseguem se aproximar dos seguidores de uma forma natural e despertar a vontade de acompanhar as tendências da moda e estilo de vida do influencer. Isso se evidencia pela quantidade de propaganda que esses famosos fazem, no entanto, os pais devem nortear os filhos para que não se tornem alvos fáceis dessa estratégia de marketing, que muitas vezes, deixam a ética de lado em nome do estímulo ao consumismo.
Ademais, é válido citar casos de atitudes preconceituosas de “youtubers”, que podem contribuir para a construção do caráter do jovem sob alicerces frágeis. Exemplo disso é Júlio Cocielo, cujas piadas foram consideradas racistas e repercutiram negativamente na mídia. Comportamentos como esse de acodo com os responsaveis da população juvenil são inaceitáveis, pois reforçam estereótipos e distorcem a visão de mundo dos jovens, confirmando a ideia de Adorno, que a cultura de massa não apenas nos torna menos inteligentes, mas também incapazes de agir moralmente.
Assim sendo, é possivel obter como conclusão, que os influenciadores digitais têm o poder de persuadir e inspirar o comportamento dos jovens de todos os lugares. Por isso, cabe aos pais e familiares averiguar o conteúdo dos vídeos assistidos nas plataformas onlines e alertar os filhos sobre a manipulação que existe na mídia para transformar a arte em mercadoria e estimular o consumo por meio da alienação das massas. Espera-se com isso desenvolver nos jovens uma inteligência emocional e fazer com que eles adquerem um senso critico permitindo-os a fazer escolhas e julgamentos criteriosos, afastados da “indústria cultural”.