O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 19/09/2020
O filósofo francês, Pierre Lévy, diz que a sociedade passa por um processo de virtualização, ou seja, de perda progressiva dos limites entre o que acontece no mundo real e no mundo virtual, dando origem a uma cibercultura -cultura totalmente permeada pelas novas tecnologias. Contudo, essa nova era marcada pelos influenciadores digitais, pode trazer diversos prejuízos na formação dos jovens, desde distúrbios físicos e/ou psicológicos até mentais.
Em primeiro lugar, o consumo exacerbado das redes sociais e a visualização constante de padrões de vida totalmente inalcançáveis das figuras públicas digitais, traz consequências para individuo. Por exemplo, a frustração, a baixa autoestima e, a longo prazo e em casos extremos, o desenvolvimento de distúrbios de imagem, como a anorexia e a bulimia, visto que a maioria dos blogueiros possuem os chamados “corpos perfeitos”.
Por outro lado, essa influência também afeta a juventude no coletivo. Originando, por exemplo, uma sociedade mais consumista, como mostra um estudo do SPC e da CNDL, cerca de 3 em cada 10 consumidores no Brasil consideram as compras como o tipo de lazer favorito. Além disso, cria também indivíduos que só valorizam uns aos outros a partir de um status, que tem muito mais a ver com um padrão estético e de consumo do que com os valores, gerando, assim, uma sociedade de aparências.
Dessa forma, é indubitável que ONGs ligadas as redes sociais criem campanhas informativas e educativas nas escolas, faculdades ou nas próprias redes sociais, mostrando as estratégias comerciais por trás das postagens, o seu prejuízo sobre o jovem e, até mesmo, desconstruindo os padrões estéticos e de consumo que são pouco saudáveis. Tudo isso, com o objetivo de conscientizar os jovens de que nem tudo que eles vêem nas redes sociais é a realidade.