O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 17/09/2020

Com a disseminação da internet em todo o mundo e com o acesso facilitado via Smartphone, é cada vez mais comum os jovens ficarem horas e horas “mergulhados” no mundo digital. Por conta disso, muitos adolescentes e até crianças usam o mundo online para compartilhar com outras pessoas suas opiniões, talentos e sonhos. Essa realidade levou ao surgimento de uma nova profissão: os influenciadores digitais.

Em primeiro plano, observa-se que os influenciadores passam a impressão de uma vida perfeita, de glamour, fama e realização, onde se tem acesso a todos os mais novos e exclusivos produtos do mercado. Valoriza-se uma ilusão na qual o ter significa mais que o ser. No “ter” são valorizadas justamente essas ideologias rasas que incluem dinheiro, fama, status social, bens materiais.

Em segundo plano, nota-se também que figuras influentes na internet frequentemente romantizam atitudes consumistas entre os jovens. Isso acontece devido ao marketing digital realizado pelos influenciadores, que usualmente associam, de maneira inconsequente, marcas e produtos a um viés de satisfação pessoal, idealizando, assim, o consumismo nessa faixa etária. Essa idealização corresponde a ideia de “fetichismo” da mercadoria, descrita pelo filósofo Karl Marx, em que os objetos são reificados para aumentar o consumo. Dessa forma, os jovens são incentivados a consumirem, uma vez que assim esperam, erroneamente, atingirem a felicidade.

Sendo assim, é possível identificar que a mídia social pode ser um grande perigo se mal utilizada pelos jovens, por isso é necessário que os influenciadores alinhem seus trabalhos  propósitos em prol da evolução da sociedade, aproveitando sua influência para se fazer o bem, em vez de só pensar em engordar a conta bancária. Também cabe ao governo criar programas de fiscalizações dessas plataformas digitais, a fim de amenizar impactos desses influenciadores na vida dos jovens