O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 20/09/2020

O conceito de “indústria cultural” criado a tempo trás a ideia de padronização de valores repassados nos veículos de comunicação. Nesse sentido, estão inseridos no contexto atual os influenciadores digitais, produtores de conteúdo para YouTube, Instagram e Facebook, que possuem milhões de seguidores, compostos predominantemente por um público juvenil. Assim, é importante observar e analisar o impacto desses influenciadores na vida dos jovens que estão cada vez mais conectados às redes sociais.

Tendo ideia da força dos influenciadores digitais muitas empresas buscam cada vez mais investir nessas celebridades para divulgação de seus serviços e produtos, devido ao grande alcance de publico e na capacidade que têm de se aproximar de seus seguidores de uma forma natural que desperta vontade de acompanhar as tendências de moda e estilo de vida. Isso é evidenciado pela quantidade de de publicidade feita por esses famosos, entretanto, os pais e devem orientar seus filhos para que eles não se tornem presas fáceis dessas estratégias de marketing, que em sua grande maioria deixam a ética de lado em prol ao estímulo ao consumo.

Além de incentivos ao consumo é valido citar casos de atitudes preconceituosas por parte desses ‘influencers" que podem contribuir para a má formação de caráter de jovens. Um caso que aconteceu alguns anos atrás foi o do “youtuber” Julho Cocielo dono do canal “canal canalha” no YouTube cujas piadas foram consideradas racistas e repercutiram negativamente na mídia. Esses comportamentos são inaceitáveis pois reforçam estereótipos e distorcem a visão de mundo dos adolescentes. Portanto fica evidente que os influenciadores digitais têm o poder para persuadir e influenciar o comportamento de muitos jovens de todo o mundo.

Assim cabe aos familiares se manterem atentos aos conteúdos consumidos pelos filhos e os alertarem sobre a manipulação existente na mídia. Espera-se com isso desenvolver nos jovens uma inteligência emocional que permita fazer escolhas e julgamentos, afastados da “indústria cultural”.