O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 05/10/2020
Desde a década de 60, o cérebro e o sistema nervoso vem sendo estudado. Mais especificamente o efeito da Dopamina. O neurotransmissor Dopamina é ligado à sensação de satisfação, prazer rápido e humor. Sabendo disso, a indústria publicitária vem se aprofundando na influência das redes sociais com a Dopamina. Sabendo como funciona, fica mais fácil usar a sensação viciosa das mídias para aumentar o engajamento aos influencers.
A influência da Dopamina já havia sido percebido em Casinos. Ela permite que o individuo se sinta bem, mesmo perdendo - a Dopamina atua na expectativa e não no resultado. Hoje em dia, as redes sociais se aprofundaram nessa técnica e trazem um efeito similar, criando expectativa na atualização do feed ou notificações para aumentar o tempo que o usuário gastará na plataforma, pois para ele o efeito de prazer rápido atualizando o feed é bom.
Atualmente, vivemos em um mundo tomado por influencers, coach, e outros, que buscam um único objetivo: vender - produtos deles ou de terceiros. A indústria do marketing digital cresceu, em 2019, 80%. A grande maioria se aproveitando do vício em redes sociais para expor os seus produtos, através dos influenciadores digitais, que por sua vez se beneficiam do engajamento do público para anunciar seus produtos. Os seguidores, no que lhe concerne, se sentem tão atraídos por seus influenciadores, que acabam não agindo por conta própria, tomando decisões precipitadas e sem sentido lógico, como comprar os produtos que não lhes acrescentará nada de valor agregado.
É necessário, portanto, que haja uma reforma no Marco Civil da Internet no Brasil, para que as técnicas com uso de Dopamina sejam entendidas como desrespeito aos direitos humanos, e portanto ilegais. Aliado a isso, que sejam determinadas campanhas para alertar sobre o uso indevido da dopamina no cérebro, por alertas, via pop-up, dentro das redes sociais, e até mesmo campanhas publicitárias governamentais contra essa tática. Devemos, também, espalhar a boa prática que já começou a ser vista no YouTube, como alertas de vídeos patrocinados, caso o mesmo o contenha.