O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 05/10/2020
Assim como na Biologia, na qual o mutualismo é uma relação harmônica de dependência entre seres, é comum nas relações atuais entre influenciadores digitais e jovens, essa dependência indireta. Visto que, os influenciadores utilizam a mídia como forma de trabalho e os jovens os acompanham, tanto para entretenimento, como também para dicas de produtos. Sendo assim, faz-se necessário avaliar os pontos positivos e negativos dos “influencers” na vida juvenil.
A priori, vale destacar os pontos negativos da problemática. No livro “Sociedade do Espetáculo” de Guy Debord, é retratado uma teoria de que as pessoas vivem suas vidas tentando dar o melhor show, e aparentar perfeição. De maneira análoga, os “blogueiros” acabam passando uma imagem de perfeição e trazem um ideal de padronização a ser seguida. De modo que, os jovens- que são o público majoritário- se veem pressionados a alcançar esse padrão e estereótipo, o que lhes causa um prejuízo tanto físico (anorexia, bulimia, entre outros), como também emocional. Além do incentivo, até mesmo indireto, do consumismo exacerbado que faz os jovens ansearem por compras desde novos.
A posteriori, é importante ressaltar os pontos positivos. Visto que, alguns influenciadores utilizam de sua visibilidade nas redes sociais, para ir contra o ideal de perfeição e padronização. A exemplo disso, a Maisa Silva- atriz “teen” do SBT- utilizou suas redes sociais, em 2019, para mostrar o processo de transição capilar e de aceitação pessoal. De maneira, a inspirar diversas meninas a aceitarem seu cabelo natural, deixando estereótipos para trás. Com isso, fica claro como os “blogueiros” podem influenciar positivamente na vida dos jovens, não só incentivando o fim de padrões, como também mostrando que na realidade não há perfeição.
Consoante a Lei da Inércia, proposta por Newton, um corpo tende a permanecer em movimento ou em repouso, até que uma força seja aplicada sobre ele. Dessa forma, cabe às mídias digitais e televisivas, em parceria com instituições privadas, um projeto que invista em influenciadores pelo conteúdo destes, oferencendo propagandas à pessoas de todos os tipos. Buscando mostrar aos jovens a diversidade dos indivíduos, junto à programas com tais “blogueiros” falando sobre autoestima, aceitação, dicas de conscientização para o consumismo e vícios, entre outros. Além disso, uma parceria com ONGs e influenciadores digitais que, semestralmente, realizem palestras nas escolas ensinando aos alunos como lidar com as redes sociais e como absorver desta apenas coisas positivas e de acréscimo pessoal. A fim de que a relação de dependência entre “influencers” e os jovens se torne totalmente positiva e harmônica, assim como no mutualismo.