O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 07/10/2020

A seleção natural, da teoria evolutiva, de Darwin, propõe que há uma competição pela sobrevivência, que faz com que os mais adaptados sobrevivam e transmita suas características aos descendentes. Nesse sentido, substituindo o substantivo sobrevivência, por progresso, pode se avaliar a ascendência dos influenciadores digitais, na criação de expressões incisivas, para a formação da nova geração. Diante disso, os jovens configuram alvos fáceis à manipulação de hábitos e crenças, por isso, cabe avaliar se as aparências refletem ascensão ou retrocesso.

Em primeira análise, é importante ratificar a capacidade de persuasão dos influentes digitais para com a juventude. Promovendo a criação de materiais voltados ao público específico de cada etária, os influenciadores tem a capacidade de gerenciar opiniões e formular o estilo de vida dos seus seguidores, gerando uma formação ficcionista acerca do mundo fora das redes sociais. Elucidando, então, a fala de Oscar Wilde, escritor inglês, onde o progresso é apenas a materialização de utopias. Em consonância, torna-se evidente que o material gerado nas redes sociais tem o poder de gerenciar um futuro embasado em ideias progressistas ou caracterizados em regresso.

Em segundo plano, é válido ressaltar o Youtuber e influenciador digital, Júlio Cocielo, que se tornou réu, acusado de racismo em comentários e vídeo nas redes sociais. O que gerou outros comentários similares, dos seus seguidores. Nessa perspectiva, torna-se claro o poder de atitudes na formação de uma nova geração. E, quando essas ações partem de pessoas com elevada visibilidade social, a disseminação é muito maior e as consequências passam a ser, quase, incalculáveis. Diante disso, em janeiro de 2017, países pararam em choque depois da manchete: ´´jovem brasileira se suicida na Itália, após racismo``. Uma menina de 13 anos se jogou da janela do prédio onde morava e não resistiu aos ferimentos, ela sofria constante preconceito devido a sua cor de pele.

Fica claro, portanto, a capacidade dos influentes digitais de persuadirem a juventude. Por isso, cabe a família iniciar a promoção de uma educação voltada a valores morais e progressivos, além de gerenciar a integridade dos jovens, vigiando suas ações nas redes sociais, a fim de promover a garantia da inviolável infância e adolescência. Além disso, deve haver união entre os três poderes, gerenciando as leis existentes para proporcionar oportunidades de futuro embasados na realidade. Dessa forma, a transmissão de características será voltada a valores revolucionários, gerando a plenitude da real evolução.