O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 05/10/2020

“Um povo que lê nunca será um povo escravo”. De acordo com Antônio Lobo, quem tem acesso a informações jamais será sujeito à dominação de outros indivíduos. Contudo, no mundo atual, as redes sociais são uma espécie de órgão na internet e, consequentemente, nas vidas de quem tem acercamento a essa tecnologia. Nelas, habitam os tão conhecidos “influencers”, traduzido como “influenciadores”. Esta é uma questão da sociedade contemporânea que contrapõem, na mesma tela, o marketing da exposição dos influencers - num engajamento na busca por lucros -, e a desinformação de um público, cada vez mais afetado pela vida virtual.

Como o próprio nome já diz, o tais “líderes de opinião” estão em todos os lugares e as redes sociais são consideradas seus “escritórios” de trabalho. Além de receber do fruto de seu próprio “esforço”, há parcerias com empresas de alto escalão, que cedem produtos ou contratos para patrocinarem essas figuras públicas. A grande quantidade de publicidade e alcance geral penetra nos espectadores uma necessidade de consumo de coisas que, se bem pensadas, são consideradas “supérfluas”. Dessa forma, esses influencers são considerados porta-voz de grandes empresas, induzindo ao seu público o pensamento de que a marca patrocinadora é a ideal para se investir. A permuta existente entre influenciadores que querem lucro e status, e as empresas que visam aumentar seu espaço e capital andam de mãos dadas no caminho para corromper e intervir nos ideias sociais dos jovens além dos impactos ambientais causados pela grande demanda do crescente número de consumismo.

Embora seja tão bom para o lado de quem comanda as redes sociais, a difícil realidade de quem apenas visualiza esses posts é pesada. Os conteúdos explícitos dos influencers atingem pessoas de todas as classes sociais, gerando um desconforto e descontentamento pessoal aos indivíduos que estão longe dessa vida utópica padronizada da internet. Há uma desigualdade social imposta às crianças e adolescentes que se sentem oprimidos por não serem como é considerado “legal” ou na moda. Isso tem mobilizado atenção de especialistas, por afetar o comportamento e o estado emocional das pessoas expostas às redes e requer atenção.

Em suma, enfrentamos um grande problema atual disfarçado por uma falsa ideologia de que de “ter é poder”. Dessa forma, o Conselho Nacional de Educação deve criar uma responsabilidade em manter diálogos constantes com os jovens, afim de esclarecer a deformidade da realidade por meio de palestras nos colégios desde o início fundamental até o encerramento do grau superio, para que a formação desses indivíduos seja autônoma e mais livre. Ainda que o mal venha da influência exercida no público, há quem possa usar sua imagem para alertar as maldades que acontecem todos os dias.