O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 04/10/2020
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), promulgada pela ONU em 1948, todos os indivíduos têm o direito à liberdade de expressão, educação e bem-estar social. Entretanto, o cenário visto em relação aos impactos dos influencers digitais na formação dos jovens ainda impede que certa parcela da população desfrute de seus direitos na prática, devido não só ao déficit educacional, más também a ineficiência do Estado em aplicar leis e fiscalizá-las
Em primeiro plano, evidencia-se que a educação é determinante no desenvolvimento de um país. Ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público eficiente de ensino. No entanto, a realidade é justamente o oposto e esse contraste é claramente refletido na problemática. Segundos dados do IBGE, somente 42% das instituições de ensino do país possuem em sua base curricular disciplinas relacionadas ao estímulo do senso crítico sobre certas informações propagadas na Internet. Diante de tal contexto, é inadmissível que, em pleno século XXI, 52% das escolas brasileiras não apresentem matérias e projetos que ensinem/orientem seus alunos sobre a importância do senso crítico para o progresso da nação.
Além disso, a ineficiência do Estado também é agravante do problema. Sancionada em 2014, pelo Ministério da Justiça a lei digital, determinada alguns pontos a ser seguido pelos usuários nas redes sociais tais como: respeito ao próximo, proibição da divulgação de “Fake News”, proibição de casos de alienação de qualquer tipo e entre outros. Contudo, segundos dados do Youpix, 68% dos jovens já fecharam uma compra levando em consideração as dicas e impressões compartilhadas pelos criadores de conteúdo, sem mesmo investigar melhor o produto anunciado. Nesse contexto, é notório perceber que o Estado falhou na fiscaliza da lei, haja vista que diariamente milhares de influencers digitais alienam seus seguidores com objetivo de vender produtos a eles, sejam bons ou ruins. Portanto, medidas são necessários para resolução desse quadro.
Fica evidente, portanto, que ainda há empecilhos para garantir à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, urge que o Governo, em parceria com o Ministério da Justiça, financie e desenvolva projetos de fiscalização, por meio de profissionais especializados, com objetivo de punir os infratores. Além disso, cabe ao Ministério da Educação, promover palestras nas escolas, por meio de especialistas no assunto, tais palestras devem ser web conferenciadas nas redes sociais do ministério, com objetivo de atingir um maior público e trazer mais lucidez os jovens sobre o perigo das notícias publicadas pelos digitais influencers e a sua manipulação nos produtos ofertados. Dessa maneira, o Brasil poderá superar a problemática e garantir não só no papel, mas também na prática a DUDH.