O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 09/10/2020

Os influenciadores digitais são aqueles que influenciam, por meio de aparelhos tecnológicos e internet, um determinado grupo de pessoas. Cada influenciador apresenta ao seu público o que domina, seja maquiagens, jogos, livros, moda. E com isso, diariamente, falam com centenas ou milhares de usuários sobre seus hábitos, estilo de vida e opiniões, induzindo-os a imitá-los. Diante desse fato, é importante que seja feita uma análise sobre os impactos dos influenciadores digitais na formação dos jovens.

Primordialmente, é preciso comentar sobre o poder de influencia que a sociedade foi colocada na era digital. Steve Jobs afirmou certa vez que “a tecnologia move o mundo”, ou seja, estamos sujeitos a sermos levados pela onda influenciadora da tecnologia e das pessoas que estão intimamente ligadas a ela. A ascensão do mercado digital fez com que o ambiente agradável de simples compartilhamentos das redes sociais fossem além, transformando-se em uma rede de marketing, disputas por seguidores e curtidas, falsas mensagens de uma vida perfeita, e ódio disseminado. Nesse contexto, os jovens que crescem observando essa ficção e ambiente começam a se sentirem atraídos e a almejarem algo irreal, como fama, corpo perfeito e dinheiro fácil.

Porém é inevitável que as empresas utilizem as mídias sociais para divulgação do seu produto, uma vez que o lucro gerado é altíssimo. De acordo com um estudo feito pela Youpix, 90% dos jovens entre 18 e 34 anos já foram induzidos a comprar algo que os influenciadores digitais recomendaram, mas que provavelmente não precisavam. Dessa forma, os jovens criam gastos desnecessários e exacerbados, desenvolvendo para si mesmos uma personalidade consumista, piorando o cenário quando estes não têm condições para comprar os produtos da moda e se frustram. Assim, estas pessoas acabam adquirindo uma saúde mental fragilizada por quererem algo inalcançável.

Portanto, é preciso que a sociedade e a família se unam, criando campanhas que ajudem os jovens a se capacitarem a desenvolver um senso crítico e uma mentalidade que não se abale ou seja induzida facilmente ao que é visto na internet. Estes movimentos devem conscientizar a população sobre a realidade que não é mostrada e incentivar o minimalismo - livrar-se do excesso desnecessário e buscar, por exemplo, o amor próprio, a realização pessoal, a felicidade, - para que assim a soberania digital decaia.