O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 08/10/2020
Na Grécia antiga Sócrates foi condenado a morte acusado de corromper a juventude com sua filosofia ao incentivá-la a buscar o conhecimento de forma racional. Atualmente, essa influência ocorre nas redes sociais por intermédio de pessoas que se destacam pela divulgação de conteúdos. Entretanto, ao se analisar o impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens pode-se perceber a existência de um problema social, visto que podem construir indivíduos consumistas e incentivar comportamentos maléficos á saúde.
Em primeiro lugar, é importante destacar que o fato de muitas empresas utilizarem a imagem dos youtubers para se promoverem incentiva a prática do consumismo. Sendo assim, a frequente publicação e estímulo da aquisição de produtos cria pessoas alienadas a determinados padrões, haja vista a mutável tendência da moda e a obsolescência programada dos dispositivos eletrônicos. Isso se ratifica com o pensamento de John Locke no qual diz que o ser humano é como uma tábula rasa, folha em branco preenchida com suas experiências, desse modo, induzir o consumo desde a tenra idade forma indivíduos moldados conforme aspira o comercio.
Em segundo lugar, cabe frizar que o grande potencial dos youtubers de perpetuar comportamentos pode gerar malefícios aos telespectadores. Isso porque a divulgação de diversos desafios realizados podem colocar em risco a própria vida. O influenciador conhecido como Everton Zoio, por exemplo, foi noticiado no pragrama Profissão Reporter, do SBt, por realizar vídeos com brincadeiras envolvendo o manejo do fogo, o que pode ser reproduzido por jovens que o acompanham, pois levarão em conta o ato ousado em detrimento do perigo.
Em suma, para que o impacto dos influenciadores digitais deixe de ser um problema social aos jovens, cabe ao Ministério da Educação em parceria com o Governo Municipal criar, nas escolas públicas, um projeto educativo com pscicólogos e economistas. Tais palestras devem ser ministradas uma vez por mês, com o intuito de conscientizar os jovens sobre o consumo consciente e quebrar essa influência das mídias sociais. Cabe também à Receita Federal disponibilizar parte dos impostos arrecadados ao Governo Federal para que este possa investir em um grupo fiscalizador das redes sociais, a fim de vetar e punir todo conteúdo que sugira comportamentos perigosos aos usuários. Dessa forma, certamente, a formação da juventude brasileira estará assegurada.