O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 09/10/2020

Nas redes sociais existem profissionais chamados de influenciadores digitais que inspiram diretamente, muitas vezes com viés manipulador, os jovens com opiniões sobre cultura, política e produtos. Dessa forma, o mercado de criadores de conteúdo e a negligência familiar, tornam-se catalisadores no impacto da formação dos jovens.

Em primeiro lugar é importante evidenciar que o aumento do número de influenciadores digitais a partir das redes sociais é uma estratégia de marketing de sucesso pelas empresas, dado em vista que 64% dos jovens entre 18 a 34 anos compraram produtos por indicação dos “influencers”. Contudo, a advogada do direito do consumidor Isabella Muricy afirma que esse profissional induz, principalmente crianças e adolescentes, à um estilo de vida irreal de aparências e consumismo perverso.

Além disso, muitas vezes as famílias desses jovens não sabem qual conteúdo seus filhos acessam nas redes sociais, o que muitas vezes é definitivo para a formação do cidadão brasileiro. Nando Moura, músico e YouTuber, denuncia a propagação de músicas do estilo funk que promovem ostentação, objetificação sexual das mulheres e incentivo ao uso de drogas como por exemplo a maconha; assim, corrompendo a visão de mundo dos jovens, confirmando a ideia de Muricy.

Fica claro, portanto, que os influenciadores digitais têm poder de persuadir e inspirar o comportamento dos jovens brasileiros. Por isso, cabe aos pais e familiares verificarem o conteúdo por meio de softwares e alertar os filhos sobre como os “influencers” manipulam as massas. Espera-se com isso desenvolver nos jovens inteligência emocional que permita fazer escolhas e julgamentos criteriosos, afastados da “indústria cultural”.