O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 10/10/2020
“Vai se matar, seu imbecil, pergunta pra uma mulher de 75 anos que criou 5 filhos sozinha e que sustentava uma casa se ela já pensou em se matar, agora você com 20 anos que tirar a própria vida, seu demente”. Nesse viés, o trecho da fala supramencionada é do influenciador Carlinhos Maia, após um seguidor seu dizer que estava em um quadro profundo de depressão e que cogitava a possibilidade de cometer suicídio. Alheio ao âmbito digital, as pessoas virtualmente influentes possuem elevada importância na vida real, pois detém um amplo poder de persuasão sobre os jovens, que como consequência, podem moldar a opinião popular beneficamente ou maleficamente.
Mormente, influenciadores digitais impactam diretamente nos gostos subjetivos dos jovens, isso acontece por meio de campanhas publicitárias em seus perfis. Nesse sentido, o conceito de “Indústria Cultural”, dos pensadores da Escola de Frankfurt Adorno e Horkheimer, diz que os veículos midiáticos de comunicação coletiva servem para exercer poder e influenciar as pessoas. Paralelamente, segundo o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), 73% dos jovens entre 16 e 24 anos já compraram algum produto após um influenciador da internet divulgar. Logo, frente a teoria e o dado supracitado, transparece a estupenda capacidade persuasiva dos influentes do meio digital em relação aos jovens, atributo o qual é consideravelmente perigoso, pois os influenciadores podem transmitir conteúdos fúteis, falsários e inócuos para os mancebos.
Consequentemente, influentes virtuais possuem elevada porcentagem na formação intelectual, comportamental e moral da sociedade. Sob esse prisma, a publicação “Mbappé faria uns arrastões tops na praia, hein”, feita pelo influenciador Júlio Cocielo, revela um pensamento de cunho racista que foi emitido e possivelmente propagado pelos seus seguidores. Analogamente, o conceito de “Comportamento de manada”, da epistemologia Nietzschiana, faz referência ao comportamento de animais que unem-se para protegerem-se ou fugir de algum predador. Com isso, diante do fato e da teoria aludida, nota-se o poderio que os influentes exercem sobre a população, isso transparece a gravidade entrave e mostra que ele deve ser sanado rapidamente, caso contrário tornar-se-á perpétuo.
Portanto, ações fazem-se necessárias para mitigar o impactos dos influenciadores digitais nos jovens. Para que a população tenha consciência da problemática, urge que Ministério da Justiça crie, uma lei chamada “Influenciador responsável”, por meio de patrocínio estatal, o influente que for flagrado realizando apologia as drogas, violência, suicídio e entre outros crimes deve ter o perfil excluído e ser preso por 1 até 5 anos, dessa forma, os influenciadores terão maior responsabilidade com sua conduta no meio digital. Somente assim, casos espantoso como o de Carlinhos Maia deixaram de acontecer.