O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 11/10/2020
Os jovens entre influencers e desemprego
Está cada vez mais difícil navegar na internet sem o impedimento de propagandas e influencers apresentando e oferecendo produtos para compra. Não à toa os mais atingidos são os jovens entre 18 até 34 anos, os alvos do mercado, os quais, provavelmente, poucos usufruirão. Mas essa lógica é proposital, porque é na dificuldade que se mantém os consumidores a consumirem cada vez mais em busca de um estilo de vida glamouroso.
Mas o mais intrigante é que, os jovens são o alvo no momento em que são a maioria do desempregados no Brasil. Segundo o site do O Globo, o IBGE constatou que os jovens correspondem a quase a metade dos desempregados de 2020. Ou seja, o impacto dos influencers nessa parte da população provoca um sofrimento ainda maior por não terem condições econômicas para atingirem certo status social.
Então, percebe-se que há dois problemas maiores a serem resolvidos. O primeiro é o desemprego e o segundo é o banimento de influenciadores na internet. Pois se já foi observado e constatado que as redes sociais podem causar ansiedade e outros problemas para a saúde mental dos usuários, conforme a matéria do El País, é necessário que haja políticas para conter essas práticas, em conjunto com as empresas e pessoas que promovem um estilo de vida nada saudável.
Essas políticas públicas podem e devem emergir dos Estados conforme as orientações da OMS. A Organização Mundial da Saúde já alertou o abuso da internet nos últimos meses, com significativo aumento no período da pandemia do Coronavírus. Inclusive, é nessa época que as taxas do desemprego aumentaram devido ao isolamento social. Isto é, são dois problemas urgentes e complexos que exigem atenção das autoridades.
Assim, cada órgão de saúde dos diversos países que se encontram na mesma situação deverão realizar campanhas para alertar os jovens sobre o impacto dos influencers em sua saúde mental. Além disso, é necessário gerar empregos ou garantias de estabilidade econômica, como a Renda Mínima. Dessa forma, é necessário reconhecer que o problema também é econômico.
Portanto, é preciso controlar e monitorar o conteúdo da internet. Uma vez que, é sabido das consequências de certas práticas nocivas à saúde, o correto a se fazer é adverti-las e, em alguns casos, restringir o acesso de usuários influencers de conteúdos, sobretudo comerciais. Desse modo, o desafio é transformar a navegação na internet algo saudável.