O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 14/10/2020

Segundo Steve Jobs, “A tecnologia move o mundo”. Diante disso, pode se afirmar que a tecnologia move todas as relações de influência humanas e, concomitantemente, a forma com que se constroem os jovens na nossa sociedade. Nesse sentido, fatores como a proximidade que as redes sociais proporcionam e a falta de fiscalização dos pais corroboram para que uma problemática se perpetue globalmente.

Jim Rohn afirma que nós somos a média das 5 pessoas que mais convivemos, e, um estudo da FAAP em parceria com a empresa de marketing de mídias sociais Socialbakers, mostra que famosos e “influencers” tiveram um crescimento de 17,3% em número de seguidores nos últimos três meses. Tais fatos confirmam que cada vez mais o jovem se aproxima das redes sociais, convivendo com influenciadores e estando mais aptos a se aproximar de tal modo a compactuar com as coisas que eles dizem e fazem, construindo opiniões com base nesses posicionamentos.

Além disso, os adultos sabem o que pode ou não ser consumido, mas os jovens não tem esse mesmo discernimento, e se mal orientados, o conteúdo digital pode ser inadequado, incentivando, por exemplo, o consumismo exagerado e a realização de experimentos perigosos. Como o “Youtuber” Luccas Neto, que tem vídeos no Youtube com esse tipo de conteúdo e chegou a maior influenciador digital infantil do país, de acordo com a Folha de São Paulo.

Portanto, para que a tecnologia mova o mundo construindo pontes ao invés de barreiras para o progresso, precisa-se que os pais acompanhem todo o conteúdo consumido pelos jovens, por meio de limites e regras a serem seguidas, estabelecendo horários para utilizar as redes sociais e deixando apenas que utilizem da internet para construção de conhecimento e entretenimento saudável. Dessa maneira, os influenciadores digitais que ganharam espaço na internet serão apenas os que estão de acordo com o impacto que a família quer que tenham.