O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 14/10/2020
A diminuição das distâncias garantida pela globalização ao final do século XX e início do século XXI, proporcionou através da redes sociais o surgimento de influenciadores digitais, pessoas capazes de influenciar o comportamento e a o opinião de milhares de pessoas, a maioria juvenil. Hodiernamente, a maioria dos jovens acompanham pelo menos uma pessoa na internet, interagindo e acessando seus conteúdos. No entanto, é importante reconhecer e prevenir o acesso a conteúdos que prejudiquem a formação dos jovens, bem como o incentivo ao consumo de produtos influenciado por essas pessoas.
Em primeira análise, a falta de monitoramento pelos pais sobre os conteúdos acessados pelos adolescentes podem prejudicar a formação dos mesmos, pois algumas vezes os conteúdos publicados ataca pessoas, minorias, etnias, por exemplo, o caso da Influencer Luisa Nunes Brasil, após falas racistas em um vídeo publicado em sua rede social. Segundo o filósofo alemão Arthur Schopenhauer ‐ Nada é mais prejudicial ao pensamento próprio do que uma influência muito forte de pensamentos alheios ‐ frase que pode ser empregada ao cenário trabalhado, pois dependendo do conteúdo, pode ser prejudicial ao seu senso crítico. Diante disso, é imprescindível o controle e o diálogo dos pais com os seus filhos para evitar que “copiem” tais atitudes na vida social.
Além disso, o incentivo ao consumo de produtos podem ser prejudicial ao jovens quando não sanados, diante que o desejo de consumo aumenta significamente quando seu influenciador é o divulgador, como por exemplos jogos, aparelhos eletrônicos ou roupas de marca. De acordo com um estudo feito pela Youpix em 2018, especialista no mercado de criadores de conteúdo, mostrou que 64% dos jovens de 18 a 34 anos já usaram influenciadores digitais como uma fonte para conhecer uma marca ou produto. Dessa maneira, a participação dos responsáveis é importante para evitar o consumo exagerado impulsionado pelos influenciadores, como também as possíveis dívidas ocasionadas por essas compras.
Com base aos fatos mencionados, cabe ao Ministério da Educação em parceria com as escolas e famílias desenvolver projetos de incentivo ao consumo de conteúdos educativos e o estudo de direitos e deveres da Constituição Federal vigente para alertar das atitudes legais e ilegais para garantir uma a formação de cidadãos com pensamento crítico e que respeitem as diferenças. Assim, diminuindo a influência negativa causada por essas pessoas, teremos uma sociedade menos preconceituosa e alienada.