O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 15/10/2020

Nas décadas de 2000 e 2010, redes e plataformas sociais como o “YouTube” e o “Facebook” passaram a se popularizar, tornando mais democrático o acesso e a divulgação das mais diversas informações. Graças a isto surgiram os chamados “influenciadores digitais”, os quais a cada dia têm mais presença e influência na formação da atual geração. Visto que, os jovens começam a usar a internet cada vez mais cedo, o que os torna mais suscetíveis a terem seus comportamentos alterados por conteúdo que visualizam.

Inicialmente, cabe citar como os jovens são influenciados pelos criadores de conteúdos digitais desde a infância. Segundo pesquisa do IBGE, divulgada em 2018, quase 70% das crianças começam a utilizar a internet antes dos 10 anos de idade. Ou seja, os grandes “youtubers” e “creators” lidam com um público majoritariamente infanto-juvenil, que, por ainda estarem em formação, absolverão com facilidade as opiniões e informações divulgadas em seus canais no Youtube ou perfis no Instagram. Sendo assim, um vídeo ou foto postada por um criador de conteúdo pode impactar o comportamento de uma pessoa por toda vida.

È válido mencionar que no sistema capitalista aspectos culturais são usados para obtenção de lucro. Conforme os filósofos da Escola de Frankfurt, certos comportamentos são massificados ao máximo, buscando uma uniformidade de pensamento e, com isso, mais retorno financeiro para seus divulgadores e patrocinadores. No caso de influenciadores digitais, as grandes empresas ao conhecerem o público de tais criadores de opinião, tem maior êxodo em influenciar os espectadores, pois se valem da confiança e respeito que os admiradores têm ao seu “ídolo da internet”, e assim, seguem sua orientação quanto ao uso de algum produto ou serviço, e com isso conseguem maiores ganhos. O que, aplicado a uma massa de internautas muito jovens, pode gerar pessoas muito manipuláveis e consumistas.

Deve-se ter maior cautela quanto ao uso da internet por crianças e adolescentes. Para isso cabe aos pais e à escola trabalhar o senso critico dos jovens, o que poderia ser feito através de conversas, brincadeiras, seminários e outras atividades que aproximem a família e os professores dos seus formandos e desenvolva neles uma maior capacidade de pensarem por conta própria, e de filtrarem as informações que recebem. Assim, a nova geração não se afastaria dos influenciadores digitais, mas saberia reter parte das informações que recebem, graças à autonomia de pensamento que adquiriram. Com isso, teríamos veículos digitais mais democráticos e livres para todos.