O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 16/10/2020

No século XXI, com o desenvolvimento e expansão da internet houve um crescimento da globalização e no volume de informações que as pessoas tem acesso, pois uma informação do Japão chega ao Brasil em segundos. Dessa forma há uma disfunção narcotizante já que a população não consegue digerir as notícias e muitos acabam por confiar nos influenciadores digitais Sendo assim no Brasil essa confiança causa diversos impactos na formação dos jovens, principalmente, a busca pela perfeição e o individualismo.

No livro “Sociedade do Espetáculo” do filósofo e sociólogo Guy Debord, é explicitada sua teoria de que todas as pessoas vivem suas vidas como se fosse uma performance, tentando sempre darem o melhor show umas para as outras e aparentar perfeição. A teoria se comprova correta quando comparada aos altíssimos padrões atuais de nossa sociedade. Com a maior exposição trazida pela internet e uma competitividade acirrada, agravada pela globalização, espera-se cada vez mais perfeição do show de cada um e os jovens buscam a perfeição afim de alcançar os influenciadores digitais.

Além disso, o impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens encontra terra fértil na falta de empatia. Na obra “Modernidade Líquida” Zygmunt Bauman defende que a Pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há, como consequência a falta de empatia, pois para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi sobre a questão da formação dos jovens funciona como um forte empecilho.

Logo, medidas estratégicas são necessárias, para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, os influenciadores digitais deveriam prover da sua influência para o bem, não só trazer benefício para o próprio bolso. O MEC deve desenvolver palestras em escolas para alunos do ensino médio, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o tema e atingir um público maior. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe de forma mais otimista para a diferença, pois, como constatou Hannah Arendt: “A pluralidade é a lei da Terra”.