O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 18/10/2020
Segundo o ex-presidente sul africano Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo, nesse sentido, evidencia-se que os atuais “influencers digitais” possuem um importante papel na formação das opiniões dos jovens brasileiros, dessa maneira, utilizam de sua influência, com o intuito de manipular seus ouvintes e divulgar seus ideais, corroborando para a alienação populacional. Tal importância deve-se ao uso dessa prática na questão política, pois, através de seus seguidores, conseguem mudar a opinião sobre um governante, tornando os adolescentes incapazes de refletir e criar a própria perspectiva sem o auxílio de outros.
Primeiramente, é imperativo destacar que apenas 10% das pessoas entre 18 e 34 anos não tiveram sua opinião mudada devido a um discurso ou comentário de um influenciador, como informa a recente pesquisa da Youpix. Portanto, torna-se evidente o impacto causado pelos “influencers digitais“ em ações cotidianas, como a compra, ou não, de um certo produto, desse modo, entende-se que a atual “Geração Z” age como “massa de manobra” para os profissionais da área digital.
Outrossim, convém pontuar que só no ano de 2017, o Instagram contabilizou 12,9 milhões de publicações de influenciadores, as quais foram patrocinadas por empresas, além disso, estima-se que o mercado proveniente desses comentários pode atingir a marca de 1,7 bilhão de dólares. Logo, infere-se que a responsabilidade dos influencers é tremenda, entretanto, pode ser usada como forma de atingir alguma pessoa, como é utilizada pelo Youtuber Felipe Neto, o qual já agrediu, verbalmente, repetidas vezes o atual presidente, Jair Bolsonaro, e seus apoiadores.
Posto isso, é preciso que providências sejam tomadas a fim de diminuir a influência dos Youtubers, com o intuito de que os jovens brasileiros desenvolvam a prática de estudar sobre algum tema antes de espalhar opiniões sem embasamento em informações concretas. Logo, cabe à própria população e aos pais dos jovens, verificar o grau de influência que seus filhos estão submetidos e incentivar essa geração na busca de informações e em um maior compreendimento dos temas. Dessa maneira, a população se tornará mais independente no quesito de intelectualidade e estará apta a formular opiniões sobre os acontecimentos sem a interferência de outros, por conseguinte, será possível mudar o Brasil, através da educação, para um país melhor, como defende Nelson Mandela.