O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 18/10/2020
“As redes sociais vendem o seu tempo”, essa frase do documentário “O dilema das redes sociais” revela que quanto mais viciante estas forem maiores os lucros dos seus acionistas. No mundo em que vivemos, onde o celular virou o melhor amigo das pessoas, principalmente jovens, é frequente que estes sejam influenciados por quem eles seguem nas mídias sociais. Porém estas trazem sérios problemas como a alienação sobre o mundo ao redor, a falta de opinião própria e problemas mentais aos seus usuários.
Com a chegada das redes sociais na segunda metade do século XIX surgiu também uma nova profissão: o de influenciadores que são pessoas capazes de influenciar diretamente seus usuários. Entretanto, esses profissionais se tornaram um modelo a ser seguido pelos jovens, ou seja, eles vão sempre tentar se parecer com aquela pessoa seja na aparência, no número de seguidores e curtidas e conseguir os mesmos objetos que eles, tornando-se assim um ciclo vicioso. Porém ao não conseguirem isso, eles acabam desencadeando problemas como o endividamento e psicológicos sérios, como a depressão, a ansiedade, hiperatividade, baixa autoestima, entre outros, que podem acarretar o suicídio, que vem se tornando uma prática cada vez mais frequente na sociedade de hoje.
Além disso, os influenciadores são conhecidos como formadores de opinião, por exemplo, se eles não gostam de uma pessoa, seus seguidores também não vão gostar dessa pessoa; se eles consomem determinada marca, seus seguidores vão querer consumir essa marca também. Essa situação revela o quão valiosa suas opiniões são aos seus seguidores, quão influenciáveis esses indivíduos são e que são seres sem discernimentos, pois eles se validam do juízo de outro ser. Isso acaba sendo bom para os grandes empresários, mas impactando de forma negativa na criação de cidadãos formadores de opiniões.
Outro fator é que ao serem programadas, as mídias sociais apresentam um algoritmo que vai armazenando informações relacionadas ao seu usuário, como o que ele gosta e o que ele não gosta, e com o resultado disso criam um feed direcionado para ele. Sendo assim, aquela pessoa verá somente o que o aplicativo acha que a fará ficar mais tempo conectada. Por conseguinte, ela se tornará alienada, presa naquele mundo que as mídias sociais criaram para ela.
Assim sendo, o governo federal deveria criar leis protegendo os jovens dos perigos do excesso das redes sociais e exigindo que fosse exposto o modo de criação dessas redes sociais. Além de campanhas que vão conscientizar as pessoas sobre os males das redes sociais. E os pais poderiam determinar horários para a utilização dos meios de comunicação, restringindo a sua exposição.