O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 18/10/2020

.Segundo o filósofo escocês David Hume, o que difere o Homo Sapiens dos outros animais é a sua capacidade intelectual, sua última carta que o permite questionar tudo, podendo ver o que jamais foi visto e ouvido. Sob essa ótica, vê-se que, com as redes sociais, a todo momento estão construindo novas formas de pensamentos e de relações interpessoais resultando em efeitos deletérios no desenvolvimento dos jovens graças ao incessante glamour de padrões consumistas e materialista presente nos meios digitais.

.Em primeiro plano, é imprescindível duvidar a força dos meios de comunicação social, com a sociedade sendo constantemente bombardeadas por informações em um curto espaço de tempo. Com a comunicação sempre alterando o percurso histórico, como, por exemplo, no século XVIII a.C, as leis que regulamentavam os direitos e deveres dos babilônios eram transmitidas de boca a boca, causando conflitos pois as leis não eram registradas. Mediante a isto, graças a disseminação das ideias do rei babilônio foi decretado o código de leis para padronizar a forma de punimento perante as camadas sociais. É indubitável negar o impacto causado por uma propaganda ou uma retórica bem estruturada.

.O problema surge quando tal discurso é direcionado ao público jovem. As figuras influentes na internet seguem um discurso padrão: todos eles romantizam atitudes consumistas entre os jovens. Tal manobra de ‘‘marketing’’ que acaba influenciando de forma inconsequente um viés de satisfação pessoal, transmitindo a mensagem de que a aceitação em seu grupo de amigos está condicionada ao fato dela possuir ou não o mesmo produto do que os seus colegas. Esta Idealização é correspondente a ideia de ‘‘fetichismo’’ da mercadoria, descrita pelo filósofo Karl Marx, em que os objetos são reificados para aumentar o consumo.

.Diante dos fatos supracitados, é notória a influência midiática na formação dos jovens, tendo eles o poder de persuasão e capazes de inspirar o comportamento dos mesmos. Por isso, é necessário que o Ministério da Educação, em parceria com escolas de rede pública e privada, instrua crianças e adolescentes sobre os malefícios do uso acrítico das mídias sociais. Cabendo também aos país e familiares verificarem o conteúdo visto nas plataformas online e alertar os filhos sobre a alienação das massas existente nos espaços cibernéticos. cultural". Com isso, faz-se valer a máxima de que os jovens serão menos suscetíveis a influência de meios virtuais, disferindo-os de um enredo distópico.