O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 22/10/2020

A modernidade trouxe enormes benefícios e não pode-se negar a importância da internet e do mundo digital, inovando os ofícios tal como a nova profissão de influenciador digital. Contudo, ainda deve-se tomar certos cuidados e repensar sobre os impactos desse novo mundo nos mais jovens que ainda não possuem devida razão crítica. Nesse contexto, influenciadores digitais exercem grande persuasão na maneira com qual pré-adolescentes lidam desde suas autoimagens  até suas opiniões políticas.

A princípio, o padrão de beleza que já era exposto é reforçado. Uma vez que os influenciadores estão ligados as grandes marcas, como diz a pesquisa do Instituto Youpix, sendo a nova forma de divulgação digital, e essas se utilizam do padrão de beleza reconhecidamente prejudicial, tal como indica a pesquisa feita pela empresa Dove: 94% das entrevistadas não se consideravam bonitas. Ou seja, podem impactar negativamente sobre a saúde mental de crianças e adolescentes.

Em outra frente, na pesquisa do Cosmoteca, 80% dos influenciadores se posicionam politicamente. Assim, apresentando o benefício de  atrair o jovem para a discussão política, porém, sem devido pensamento crítico prévio, os jovens podem acabar caindo em manipulações. O conceito de autonomia de pensamento proposto por Kant condiz com essa realidade, uma vez que sem saber prévio o individuo pode chegar em falsas conclusões e, ainda pior, adotar ideias sem questioná-las.

Em suma, é impossível, hoje, impedir o acesso a internet por crianças, todavia, pode-se ensiná-las a usa-la da melhor forma. Portanto é interessante que o MEC incorpore no currículo base aulas sobre ética e cuidados virtuais, desde a mais juventude, preparando antecipadamente crianças sobre dilemas virtuais, questionamento das informações e preservação pessoal. Evitando futuros problemas quanto aos impactos em sua formação.