O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 27/10/2020
O escritor francês Guy Debord, por meio de sua obra “Sociedade do Espetáculo”, expressa como seria a nação ideal, na qual todos os cidadãos gozam de discernimento sociocultural. Contudo, essa sociedade proferida pelo escritor está muito distante da realidade brasileira, visto que inúmeros problemas, como o impacto causado nos jovens, pelos influenciadores digitais, dificultam que o país alcance o patamar proposto por Guy. Diante disso, fatores como a criação de jovens acríticos, com ideologias estereotipizadas, agravam essa situação.
Nesse contexto, essa influência é exercida através de indivíduos com perfis na internet, os quais tem o poder de estimular quem os segue a consumirem determinados produtos. Fato é que segundo uma pesquisa realizada pela “Youpix”, divulgada pelo site “Consumidor Moderno”, 64% dos jovens de 18 a 34 anos usam produtos que foram indicados pelos influenciadores digitais. Entretanto, tem-se como consequência desse estímulo o surgimento de seguidores acríticos, os quais, sem a educação digital nas escolas, se tornam seres passivos, isentos de opinião própria com relação à escolha do que é melhor para si.
Ademais, esse domínio causa danos não ao âmbito crítico, mas também ao ideológico. A vida perfeita exposta pelas blogueiras, retratada na série britânica “Black Mirror”, cria os esteriótipos socias, caracterizados por padrões de beleza que, devido a essa influência, passam a ser considerados ideais pela sociedade.
Observou-se, desse modo, que medidas são necessárias para resolver o impasse. Sendo assim, é dever do Ministério da Educação (MEC), como órgão responsável pelo ensino, alterar a grade curricular nacional, por meio da inclusão da disciplina de Educação Digital nas escolas. Espera-se, com essa ação, que o número de jovens acríticos se atenue e que a conscientização a respeito dos malefícios de um pensamento estereotipizado, retratado na série “Black Mirror”, ocorra.