O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 30/10/2020

“Se eu vim mais longe, foi por estar sobre ombros de gigantes”. Isaac Newton, através dessa frase, buscou evidenciar como suas conquistas estão relacionadas com pesquisas atemporais e como a ciência possui caráter acumulativo. Hodiernamente, fora da ficção, verifica-se que os influenciadores digitais estão cada vez mais presentes e influem em grandes debates contemporâneos, devendo ser discutidos as faces antagônicas dessa conjuntura.

Em primeiro plano, no documentário “O Dilema das redes”, é retratado como a internet é frequente no nosso cotidiano e a sua relação com o comportamento humano. Esse fato é elucidado pelos influenciadores digitais que, devido a quantidade massiva de seguidores e a liberdade que dispõem, veiculam seus posicionamentos acerca de teses políticas, econômicas e sociais. Desse modo, é notório que essa ação contribui positivamente para o desenvolvimento mundial, a medida que parte dos acompanhantes debatem esses assuntos e os transmitem de forma crítica. Posto isso, além de colaborar para a edificação de debates e comícios, essa conjuntura valida a realidade mencionada em “O Dilema das redes”.

Ademais , embora os aspectos positivos sejam inegáveis, é importante destacar os pontos negativos que tornam essa realidade contraditória. Diante dessa máxima, com o advento da globalização pós Revolução Industrial, tornou-se evidente que pautas econômicas inspirariam ações e investimentos. Sendo assim, visando aumentar sua rentabilidade e engajamento, muitos influenciadores divulgam produtos fantasiosos e padrões de beleza inalcançáveis, o que acarreta nos seus seguidores, problemas de identidade e aceitação. Nessa ótica, a defasagem no que se refere à questão da polarização gerada por midiáticos reverbera as atuais complicações, em que problemas físico-psicológicas, como a bulimia e anorexia são intensificados e o capital corrompe a moralidade dos cidadãos.

Portanto, com o intuito de minimizar o lado negativo dos influenciadores digitais, é dever das escolas adotarem um estilo de ensino politizador, mediante palestras, debates e comícios, de modo que desde a tenra idade, as crianças sejam educadas criticamente, desenvolvendo uma postura crítica e moral, para que, assim, o papel alienador dos midiáticos seja diminuído e os aspectos positivos tornem-se verdadeiros “ombros” que catalisarão a edificação de um mundo melhor. Por fim, cabe aos Estados, promoverem campanhas conscientizadoras nos ambientes urbanos no que se refere aos padrões de beleza, o que diminuirá os problemas psíquicos e aumentará a sensação de bem-estar entre os indivíduos.