O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 03/11/2020
A profissão do século XXI
O influenciador digital é aquele que influencia através de canais online na internet. Apesar de existir há anos, esta profissão vem ganhando cada vez mais significado no século XXI. Afinal, quem não quer um trabalho no qual gera estabilidade financeira, status social, bens materiais, fama? Isso é o sonho de todos, sobretudo de jovens. Entretanto, vale salientar impactos de tal emprego utópico: a transmissão de uma realidade perfeita; a imposição da influência mercenária.
Em primeira análise, a vida perfeita não existe. Isto é, não existe o “emprego utópico” e todos seus benefícios prometidos. Toda exposição que o influenciador digital se submete é previamente calculada para atingir a essência do seu trabalho: a influência para com seus seguidores. Além disso, essa meta não é difícil de ser cumprida, uma vez que, as redes sociais estão mais viciantes, no sentido de fixar a atenção do internauta, como demonstrou Arionauro da Silva Santos, cartunista e ilustrador, em um dos cartuns no seu blog. Sem dúvidas, isso facilita todas as estratégias de marketing online. Desta forma, o navegante deve prestar atenção ao navegar nos portais digitais.
Em segunda análise, a influência subordinada ao marketing é uma influência mercenária. Ou seja, é uma influência munida de interesse financeiro, não leva em consideração seus impactos ambientais e sociais. Isso se torna um problema quando a maior parte da sociedade sucumbe a tal influência. Ademais, isso não é uma realidade distante, segundo o estudo feito pela Youpix, especialista no mercado de criadores de conteúdo, apenas 34% dos jovens entre 18 e 34 anos não conheceram marcas e produtos utilizando os influenciadores digitais como referências de pesquisa. E pode ficar pior no momento que a influência passa de financeira para comportamental, opinativa etc. Diante disso, é importante indagar sobre o que está sendo influenciado na internet.
Portanto, os impactos dos influenciadores digitais na formação dos jovens são um problema. O Ministério da Educação (MEC) deveria incluir o curso de influenciador digital na grade curricular acadêmica das universidades. As mostras de profissões poderiam, então, esclarecer a profissão como um todo. Assim, com a formação de ensino superior, o influenciador poderia trabalhar de forma mais conscientizadora e profissional, amenizando seus impactos. Estamos na era da revolução digital, novos tempos requerem novas medidas.