O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 04/11/2020
A globalização proporcionou ao mundo uma maior evolução nos processos tecnológicos, dentre eles a informática, a eletrônica, as telecomunicações e outros meios. Diante disso, a internet é hoje a mais importante ferramenta de comunicação. No entanto, um problema que cerca essa realidade é o impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens brasileiros. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da falta de conhecimento e o individualismo.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a falta de senso crítico presente na questão. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer, defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Assim, se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre os impactos que os influenciadores podem causar, sua visão será limitada, o que dificulta o discernimento sobre a escolha de decisão do que consumir, seguir tendências ou adotar certa ideologia. Um exemplo disso são os dados divulgados pelo site consumidromoderno.com, em que 90% dos jovens entre 18 e 34 anos já foram persuadidos diretamente por influenciadores digitais, demonstrando a imprescindibilidade de políticas públicas que contenham a problemática.
Além disso, a questão do egoísmo é outra causa do problema. Sob essa ótica, o sociólogo Zygmunt Baumann, em sua obra “Modernidade Líquida”, defende que a sociedade atual é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira, no que tange aos influenciadores digitais, pois estes, movidos pelo lucro excessivo não se importam com a qualidade dos produtos ou serviços que estão divulgando para os seus seguidores. Desse modo, as pessoas são prejudicadas, desde o âmbito material - com produtos enganosos - até o âmbito emocional, pois as pessoas acabam por idealizar padrões de beleza e estilo de vida ilusórios.
Portanto, nota-se uma urgência para solucionar tal problemática. Assim, o Governo, em parceria com ONG´S especializadas, deve desenvolver ações que revertam a má influência gerada pelos criadores de conteúdo. Tais ações deve ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre os reis consequências de uma má influência, com relatos de vítimas que foram prejudicadas financeiramente e psicologicamente. Além disso, o governo deve fiscalizar as ações dos influencers mal intencionados, por meio de programas que atendam denúncias de internautas. Só assim, o Brasil terá uma sociedade mais consciente do papel do influenciador.