O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 19/11/2020
A lógica do pensador comunista Karl Max definiu que “só se transmite aquilo que a classe dominante deseja”. Consoante à teoria marxista, grandes marcas de roupas, de sapados e de tecnologias, utilizam a imagem de influenciadores digitais para persuadir o seguidor daquele perfil à compra, o que configura um grave problema de manipulação. Com efeito, há de se deliberar sobre os impactam causados pelos influenceres, seja pela persuasão, seja pelo consumo que direciona a massa.
Em primeiro plano, os perfis de influenciadores digitais tornaram-se um instrumento de venda. A esse respeito, o sociólogo Michel Foucault disserta que toda linguagem é dotada de ideologia. Nessa ótica, o influencer com uso de uma linguagem acessível e sem contorno mercantil, expõe a imagem do produto ambientando em situação cotidiana - academia, shopping, festa-, como se realmente fizesse parte da vida dele/dela, para que o interesse à compra seja instigada. Isso, na visão de Foucault, configura-se como um “Controle Simbólico”, e age sobre aquele público específico (seguidores) para um maior impacto nas vendas da marca. Dessarte, é inaceitável, no Brasil, que os jovens usuário de rede sejam descaradamente manipulados.
Além disso, o marketing da influencia tem sua eficiência comprovada, ao considerar que a maioria dos jovens brasileiros já usou - ou ainda utiliza- influenciadores como fonte para conhecer marcas. Nessa perspectiva, uma pesquisa da Youpix - programa de marketing de influencia, mostrou que apenas uma a cada dez das pessoas com 18 a 34 anos não foram impactadas por influenciadores nas redes sociais. Por conseguinte, as redes sociais, tornou-se um mecanismo efetivo para a venda de produtos e serviços, o que desestimula a busca por outras marcas e direciona o consumo por produto/marca de determinada empresa. Lê-se, pois, como grave, diante dos elevados índices, o consumo motivado por influencers.
Impende, portanto, apresentar um caminho para que os impactos gerados por influenciadores seja notório pela sociedade. Para tanto, as escolas - instituição responsável pela formação cidadã, deve, por meio de workshop, ministrar para os alunos do ensino médio conteúdos capazes de instigar a capacidade crítica - dados estatísticos, visão dos sociólogos -, para que a juventude brasileira não fique presa a bolha sociocultural promovida pelas redes sociais e seus influenciadores. De sorte que, a máxima Marxista seja, muito em breve, desconstruída no Brasil.