O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 14/11/2020

Na série britânica “Black Mirror” é retratado, em um de seus episódios, a influência da cantora Ashley sobre seus fãs de diversos meios, principalmente o cibernético. Na narrativa, a jovem Rachel é obcecada pela cantora e usa a maioria do seu tempo para acompanha-la em suas redes sociais. De forma semelhante, percebe-se no Brasil, a busca dos influenciadores digitais  pela aprovação nas redes sociais, de forma que impactam a vida dos jovens brasileiros, seja pela influência comportamental, seja pela manipulação de opiniões.

Em primeira análise, é oportuno afirmar que o problema é motivado pela influência comportamental, com ênfase no consumismo. No livro de Guy Debord, “A Sociedade do Espetáculo”, é evidenciado que os indivíduos tendem a reproduzir o que está em certo grau de prestigio, isto é, a questão das imagens, que possuem grande persuasão no que tange ao ato de comprar. Muitos jovens fazem jus à obra literária, ao passo que acompanham a vida de luxo dos influenciadores tendem a se tornar pessoas mais consumistas.

Outrossim, pode-se estabelecer como uma outra base para o revés a manipulação de opiniões. De acordo com a GlobalWebIndex, o Brasil é o 2 no ranking dos países que mais consomem internet, com ênfase no público mais jovem. Por conta de seu contato com certos conteúdos, os jovens tendem a, além de incorporar hábitos, formular opiniões com base nesses “influencers”. Portanto, deixa a visão do público limitada, sem dar importância a outros posicionamentos.

Portanto, para diminuir os impactos negativos dos influenciadores digitais na formação dos jovens, é necessário que Ministério da Educação, em parceria com escolas de rede pública e privada, instrua as crianças e os jovens sobre os malefícios do uso das mídias sociais. Isso pode ser feito por meio de debates – a serem ministrados por psicólogos e professores – com enfoque específico nas formas de persuasão exercidas por figuras populares na internet.