O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 23/11/2020

Influenciadores digitais na formação dos jovens.

Os filósofos alemães Adorno e Horkheimer criaram o conceito de ‘‘indústria cultural’’, cuja ideia está relacionada a uma padronização de valores transmitidos nos veículos de comunicação. Nesse sentido, estão inseridos no contexto atual os influenciadores digitais, produtores de conteúdo para YouTude, Instagram e Facebook, que possuem milhões de seguidores, compostos predominantemente por um público juvenil. Assim, é importante analisar o impacto desses influenciadores na vida dos jovens brasileiros, cada vez mais conectados ás redes sociais.

Sabendo da força dos influenciadores digitais, como empresas estão investindo nessas celebridades para divulgar seus produtos, devido ao grande alcance de público e na capacidade que eles têm de moldar comportamento, já que podem se aproximar dos seguidores de uma forma natural e que desperta vontade de acompanhando tendências de moda e estilo de vida. Isso se evidencia pela quantidade de publicidade que esses famosos fazem, no entanto, os pais devem orientar os filhos para não se tornarem alvos fáceis dessa estratégia de marketing, que muitas vezes, deixam uma ética de lado em nome do estímulo ao consumo.

Além disso, é válido citar casos de atitudes preconceituosas de youtubers, que podem construção do caráter do jovem sob alicerces frágeis. Exemplo disso é Júlio Cocielo, cujas piadas foram consideradas racistas e repercutiram negativamente na mídia. Comportamentos como esse são inaceitáveis, pois reforçam estereótipos e distorcem a visão de mundo dos jovens, confirmando a ideia de Adorno, que a cultura de massa não apenas nos torna menos inteligentes, mas também incapazes de agir moralmente.

Fica claro, portanto, que os influenciadores digitais têm poder de persuadir e inspirar o comportamento dos jovens brasileiros. Por isso, cabe aos pais e familiares verificarem o conteúdo dos vídeos assistidos nas plataformas onlines e alertar os filhos sobre a manipulação que existe na mídia para transformar a arte em mercadoria e estimular o consumo por meio da alienação das massas. Espera-se com isso desenvolver nos jovens uma inteligência emocional que permita fazer escolhas e julgamentos criteriosos, afastados da indústria cultural.