O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 24/11/2020
Em um episódio da série norte americana “Todo Mundo Odeia o Chris”, o protagonista começa a auxiliar seu pai durante a venda de jornais para poder, com o dinheiro obtido do trabalho, comprar uma jaqueta de couro, pois a maioria dos jovens de sua idade possuem esse acessório no vestuário. Fora da ficção, muitos jovens são persuadidos por influenciadores externos, no caso, digitais. Nesse cenário, a influência se deve à falta de investimentos no que concerne à educação digital, cuja falta pode acarretar no consumismo. Assim, nota-se que medidas devem ser tomadas, com o intuito de resolver o quadro atual.
Mormente, é indubitável a falta de investimentos no que tange à educação digital dentro do âmbito escolar, haja vista sua importância na contemporaneidade. Nesse sentido, a falta de tais investimentos contraria o pensamento do economista Arthur Lewis quando diz que “A educação nunca foi despesa. Sempre foi um investimento com retorno garantido”. Portanto, nota-se que investimentos devem ser realizados na área de instrução digital no meio escolar.
Outrossim, as influência digitais podem culminar no consumismo entre os jovens. Nesse âmbito, é válido salientar que, segundo Émile Durkheim, “O homem, mais do que formador da sociedade, é um produto dela”. Assim, é plausível traçar um paralelo com o modelo de vida “American Way of Life”, que era pautado no consumismo e que foi difundido e influenciado por meio de propagandas. Logo, é visível que tal padrão influenciou o corpo social, em especial os jovens, visto que, segundo a pesquisa realizada pela Youpix, apenas 10% das pessoas com 18 e 34 anos não foram impactadas por influenciadores nas redes sociais.
Portanto, é mister que providências sejam tomadas, com a finalidade de resolver o empecilho. Dessa forma, o Ministério da Educação deve promover o estudo das consequências da influência digital por meio da criação de uma disciplina voltada a essa temática, com o intuito de promover o uso consciente dos meios digitais. Tais estudos devem ser práticos, com exemplos obtidos da própria rede. Somente assim, conscientizando o formador da sociedade é que poderemos mudar o seu produto: o próprio indivíduo, segundo Durkheim.