O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 06/06/2021
Delacroix pinta, em 1830, a icônica tela “A liberdade guiando o povo”. Essa obra foi o meio que o artista encontrou para representar um momento ímpar no ocidente, a Revolução Francesa. Apesar do hiato histórico e temporal, atualmente, com a ascensão da internet, surgem os influenciadores digitais, que procurar não só apresentar a sua realidade, mas influenciar pessoas, através de telas não tão tradicionais, mas sim através das telas de telefone. Sob esse viés, é imprescindível discutir sobre como os criadores de conteúdo digital impactam na formação dos jovens.
Com efeito, é necessário pontuar que uma das principais consequências desses influenciadores na formação dos cidadãos brasileiros é a democratização do conhecimento. Isso porque, muitos utilizam sua plataforma e visibilidade para promover a educação, por meio de aulas, palestras ou debates, que, muitas vezes, os jovens só teriam acesso caso pagassem. Prova disso, pode-se citar a professora pernambucana Fernanda Pessoa, que oferece, constantemente, materiais gratuitos para milhares de indivíduos, que não teriam condições financeiras de investir em uma educação de qualidade.
Entretanto, deve-se destacar que o efeito negativo dessa classe, na formação dos jovens, pode estar na alienação provocada por essas pessoas. Isso ocorre, pois, muitos influenciadores, que têm um grande número de seguidores, não se preocupam com a qualidade do conteúdo apresentado em suas redes. Esse cenário acaba afetando, de forma mais perceptível, os jovens, que estão, ainda se tornando cidadãos. Tal fato pode ser explicado com base nos estudos do filósofo francês Guy Debord, os quais afirmam que os indivíduos da modernidade sempre buscam se expor, ou entretenimento na exposição de outras pessoas, o que ele denomina de “Sociedade do espetáculo”. Desse modo, os adolescentes tornam-se mais suscetíveis à alienação, por acreditarem que o padrão de vida apresentado pelos “influencers” é o que eles devem seguir.
Portanto, medidas são necessárias para atenuar o impacto negativo dos influenciadores digitais na formação dos jovens. Sendo assim, é preciso que o Ministério da Cidadania promova debates que esclareçam a responsabilidade social que essas pessoas possuem. Tal ação deve ocorrer por meio de rodas de conversas, com o auxílio de psicólogos, sociólogos e criadores de conteúdo digital, com o intuíto de fazer com que os “influencers” proporcionem o senso crítico nos jovens, e não a alienação.