O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 02/12/2020
O conceito “indústria cultural” foi criado pelos filósofos alemães Adorno e Horkheimer, sua ideia está relacionada a padronização dos valores transmitidos pelos veículos de comunicação. Nesse sentido, estão inseridos nesse atual contexto os influenciadores digitais, produtores de conteúdo para YouTube, Instagram e Facebook, os quais que possuem milhões de seguidores, compostos predominantemente por um público juvenil. Assim, é importante analisar o impacto desses influenciadores na vida dos jovens brasileiros, que estão cada vez mais conectados às redes sociais.
Sabendo da força dos influenciadores digitais, algumas empresas estão investindo nessas celebridades para divulgar seus produtos, devido ao grande alcance de público e na capacidade que eles têm de moldar comportamento, já que podem se aproximar dos seguidores de uma forma natural e que desperta vontade de acompanhar tendências de moda e estilo de vida. Isso fica mais evidente pela quantidade de publicidade que esses famosos fazem, no entanto, os pais devem orientar os filhos para não se tornarem alvos fáceis dessa estratégia de marketing, que muitas vezes, deixam a ética de lado em nome do estímulo ao consumo.
Além disso, é válido citar alguns casos de atitudes preconceituosas de “youtubers”, que podem contribuir para a construção do caráter do jovem. Exemplo disso é Júlio Cocielo, separar piadas foram consideradas racistas e repercutiram negativamente na mídia. Comportamentos como esse são inaceitáveis, pois distorcem a visão de mundo dos jovens, confirmando uma ideia de Adorno, que a cultura de massa não apenas nos torna menos inteligentes, mas também incapazes de agir moralmente.
Fica claro, portanto, que os influenciadores digitais têm poder de persuadir e inspirar o comportamento dos jovens brasileiros. Por isso, cabe aos pais e familiares verificarem o conteúdo dos vídeos assistidos nas plataformas on-line e alertar os filhos sobre a manipulação que existe na mídia para transformar a arte em mercadoria e estimular o consumo por meio da alienação das massas. Espera-se com isso desenvolver nos jovens uma inteligência emocional que permitir fazer escolhas e julgamentos criteriosos, afastados da “indústria cultural”.