O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 15/12/2020
O “boom da internet’’ no ano 2000 trouxe consigo inúmeras novidades na área de navegação na internet bem como o início das redes sociais. Desde então, as pessoas passaram a se conectar com mais facilidade, ultrapassando fronteiras regionais e globais. Nesse contexto, com o surgimento de novos meios de comunicação, jovens e adultos passaram a criar contéudos e divulgar informações voltadas a diversos públicos - os chamados ‘‘influencers’’- compartilhando ideias e criando interação com as pessoas. Com isso, surge o poder que os influenciadores detém sobre grupos de pessoas e a indústria digital manipuladora como pilares da problemática.
Em primeiro plano, é válido ressaltar as experiências de vida que os jovens tendem a reproduzir dos influenciadores digitais no cenário atual. Nesse viés, cabe mencionar a teoria da tábula rasa do filósofo John Locke. De acordo com a teoria lockiana, o ser humano é como uma tela em branco que é preenchida por experiências e influências. Infere-se, assim, que, os indivìduos são diariamente sujeitos a sofrerem alguma influência dos conteúdos exibicionistas disseminados pelos influenciadores, como idealização do corpo perfeito, status social e popularidade. Por conseguinte, indo ao encontro com Locke, a vida de muitos jovens é preenchida com experiências fantasiosas adquiridas por digitais influencers, causando impacto negativo na vida da juventude.
Outrossim, é fundamental apontar as mídias digitais como impulsionadora de uma sociedade jovem manipulada. Nessa linha de raciocínio, é pertinente citar as ideias do filósofo Jean-Jacques Rousseau, o qual assevera que “O homem nasce livre, mas por toda parte encontra-se acorrentado”. Com base nisso, interpreta-se que influenciadores podem incentivar o consumo de diversos bens materiais, visto que grandes empresas pagam caro em troca da divulgação intensa de seus produtos -que podem ser bons ou não - visando o lucro e benefícios. Dessa forma, o jovem que frequentemente acompanha o influenciador, se vê estimulado a adquirir aquele produto, pois teve a indicação de seu ídolo midiático. Logo, é importante libertar a sociedade das amarras da indústria digital.
Diante do exposto, medidas são necessárias para mitigar os efeitos negativos presentes em contéudos digitais. Para isso, é imprescindível que as Organizações Não Governamentais (ONGs), em parceria com as famílias, realizem em escolas e praças públicas, palestras que abordem a importância dos jovens desenvolverem o senso crítico, com a finalidade de minimizar influências externas. Ademais, devem incentivar a juventude a buscar a felicidade em princípios reais, e mostrar que nem tudo que é exposto nas redes sociais é verdade. Sendo assim, poder-se-á consolidar uma sociedade com jovens mais conscientes e livres da soberania digital.