O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 12/12/2020

No canal no Youtube “Blogueirinha de Baixa Renda”, a apresentadora do conteúdo é uma mulher fora dos padrões que mora em uma periferia do Rio de Janeiro, o que faz seu público se identificar muito com ela. Porém, é fato que a youtuber em questão é minoria na vasta imensidão da internet, na qual a maioria dos influenciadores digitais são ricos, dentro dos padrões  impostos pela sociedade e que, supostamente, vivem uma vida perfeita. Nesssa perspectiva, fica claro que esse tipo de conteúdo é extremamente nocivo para a maior parte da população brasileira, as quais não fazem parte desse nicho; isso porque, além de impor uma aparência e estilo de vida “sem defeitos”, ainda, muitas vezes, falam coisas ofensivas.

Primeiramente, é notável a intenção dos influenciadores de mostrar somente as melhores partes de seus cotidianos, escondendo do seu público suas vunerabilidades. Dessa forma, é possível observar que tal feito pode ser visto no livro “Sociedade do Espetáculo”, de Guy Debord, isso porque, segundo esse, todas as pessoas vivem em função de tentar fazer o melhor “show” para as outras, tentando evidenciar apenas seu lado bom. Nesse contexto, o público dos produtores de conteúdo que fazem isso se sentirão mal consigo mesmos, haja vista que não têm a vida que assistem nas telinhas.

Ademais, observa-se a falta de responsabilidade em alguns dizeres de pessoas que trabalham com redes sociais. Pois, segundo Kant, eles não estão fazendo uso de sua razão privada, que se baseia na ideia de que tem que haver limites em relação ao ato de fazer certos comentários em ambiente profissional. Dessa maneira, devido a essa falta de limitações na fala, elas acabam dizendo algo destrutivo para os cidadãos que as acompanham; prova disso foi o streamer “Luba” que, em uma de suas lives de 2020, fez um comentário transfóbico, o que estristeceu muitas pessoas.

Portanto, observa-se a necessidade de que medidas sejam tomadas a fim de diminuir os problemas. Logo, é dever de grandes marcas, tais como Coca-Cola e Oboticário, por meio de investimentos, privilegiar o uso de influenciadores fora do padrão estético em propagandas e publicidades relevantes, essas deverão ser transmitidas na televisão e em anúncios nas redes sociais. Isto posto, os telespectadores se sentirão representados, não mais sofrendo por um estilo de vida que não têm. Só assim, o impacto negativo dos infleunciadores digitais na formação dos jovens será, finalmente, minimizada.