O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 12/01/2021

Em séculos passados, o poeta Baudelaire citava sobre como o fascínio estético dominava nossa percepção sensorial, algo que nos leva a valorização do “ter” em detrimento do “ser”. Verifica-se que atualmente a Revolução Tecno-Informacional promoveu a ascensão de influenciadores digitais, indivíduos que, embora façam um bom trabalho de marketing a empresas, usam desse fascínio para impactar negativamente a formação de jovens, influenciando diretamente na má formação do senso crítico e da consciência ambiental e social.

Em primeira análise, observa-se que muitos jovens aceitam receber a influência de personalidades famosas sem questionar o porquê ou a autoridade do indivíduo acerca do tema, algo que demonstra uma clara dormência do senso crítico. Deste modo, a luz do pensamento kantiano, podemos dizer que essa geração se encontra em uma minoridade intelectual, pois muitos não são capazes de servir a si mesmo com autonomia, algo inaceitável para o progresso intelectual dos jovens cidadãos.

Além disso, há uma deficiência no desenvolvimento da consciência ambiental e social desses indivíduos, pois o consumismo perpetuado por jovens prejudica questões públicas como a preservação do meio ambiente, ao passo que se é estimulado um comportamento econômico supérfluo, algo que vem gerando mais entraves ao desenvolvimento sustentável do país. Tal fato é mais um agravante ao desenvolvimento interno e da percepção social do jovem, visto que o meio ambiente é uma das maiores riquezas nacionais e deve ser valorizada.

Diante os fatos argumentados, evidencia-se que, para que haja mobilização sobre o impacto dos influenciadores digitais na formação de jovens, faz-se necessária a intervenção dos Ministérios da Educação e da Cidadania. Ao primeiro, cabe a função de educar os cidadãos desde a primeira infância, por meio de projetos interdisciplinares, para que o senso crítico e a formação cidadã seja implementada. Já o segundo, será responsável por desenvolver uma melhor política nacional de cultura em parcerias com empresas privadas visando promover boas influências digitais no Brasil. Assim, será possível que os cidadãos tenham pleno esclarecimento de suas atitudes e que os meios digitais sejam um lugar de boa cultura.