O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 13/01/2021

O sociólogo Pierre Lévy, por seu conceito de “inteligência coletiva”, defende a internet como ferramenta de democratização do conhecimento, por intermédio da interconexão do saber.  Contudo, malgrado otimismo de Lévy, os influenciadores digitais impactam negativamente a formação de jovens brasileiros, gerando danos individuais e coletivos.

Em princício, a comparação entre o próprio estilo de vida e o do blogueiro pode conduzir à frustração, à baixa autoestima e, a longo prazo, aos distúrbios de imagem, como bulimia e anorexia. Isso porque a maioria desses formadores de opinião tem um padrão éstetico e econômico pouco acessível ao cidadão comum. Sob essa ótica, segundo Adorno e Horkheimer, a indústria cultural promove a padronização de desejos e hábitos. Dessa maneira, os jovens sentem-se condicionados a replicar os padrões de seus ídolos.

Outrossim, é notória a formação de uma mentalidade consumista da juventude. Em consequência, vê-se a ascenção de uma sociedade superficial de valorização do estético em detrimento dos valores éticos. Nessa linha, o sociólogo Zigmunt Bauman disserta acerca da “modernidade líquida”, na qual a valorização do estético propicia o individualismo e a liquidificação das relações pessoais. Assim, ocorre um agravamento na formação ética dos jovens, a citar, dificuldade em manter relacionamentos sociais duradouros, como amizade e namoro.

Logo, medidas concretas são necessárias para mitigar a problemática. Para tanto, urque que escolas promovam campanhas educativas, por meio de palestras com psicólogos e pedagogos, as quais ressaltem o risco da comparação com os artistas virtuais, com intuito de conscientizar os menores sobre as consequência citadas. ONGs anticonsumistas, por sua vez, devem veicular campanhas de estímulo ao consumo racional e sustentável, por exemplo, aquelas sobre o minimalismo. Dessarte, a internet promoverá a democratização do saber sem afetar a juventude verde e amarela.