O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 28/01/2021

A revolução técnico-científico-informacional, da segunda metade do século XX, proporcionou o compartimento instantâneo de imagens, vídeos e textos. Essa modificação nas relações humanas deu origem aos influenciadores digitais, os quais, por meio das plataformas “online”, postam seus modos de vida e opiniões sobre diversos assuntos para milhares de seguidores. Consequentemente, os jovens que consomem esses conteúdos, mediante o processo de socialização, serão persuadidos a imitarem o comportamento e as ideias dos  “influencers”; causando um grande impacto na vida dos adolecentes.

É importante pontuar, de início, a transformação do processo de socialização e suas repercussões na vida dos jovens. Acerca disso, anterior ao uso das plataformas digitais de comunicação, o indivíduo socializava apenas com as pessoas que estavam próximas a ele; posteriormente, com o advento das redes socias, ampliaram-se as formas de interação e, com efeito, surgem os influenciadores, que são uma peça importante no proceso de maturação mental. Sub esse prisma, o filósofo contemporâneo Russeau preconiza que o homem é produto do meio. Dessa forma, caso um jovem mantenha contato com invíduos de má conduta na internet a probabilidade de que ele imite essa ação é alta.

Outrossim, é preciso pontuar que as consequências de assistir às pessoas que produzem conteúdos nocivos são destrutivas. Nessa perspectiva, o jogo “Baleia azul”, em 2016, consistia em uma série de desafios que envolviam automutilação, suicídio e outras práticas que colocavam a vida do jogador em perigo; tais atos eram compartilhados, para que outros participassem. Infelizmente, muitos jovens morreram, pois foram persuadidos a entrarem nessa competição pelos “influencers”. Urge, assim, a necessidade de meios que conduzam o indivíduo a interações mais saudáveis nas  plataformas digitais.

Portanto, é indispensável que algumas instituições socias sejam mais ativas no processo de socialização. Primeiramente, o Governo Federal, por intermédio de uma parceria com a mídia, poderia criar propagandas em sites, aplicativos e canais de TV que ensinem sobre os impactos dos conteúdos da internet na vida do indivíduo e, também, deve fiscalizar perfis que compartilham assuntos desfavoráveis à ordem social. Ademais, a famíla, célula máter da sociedade, tem que filtrar aquilo que o jovem assiste, a fim de que ele não seja persuadido por influenciadores digitais de má índole. Nesse ritmo, os infantes serão produtos mais saudáveis no meio em que vivem.