O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 13/03/2021

No episódio chamado “Nosedive’, da série televisiva “Black Mirror”, a vida é medida através de uma rede social, onde os mais populares - consequentemente mais bem sucedidos - são os que possuem mais curtidas (“likes”). Infelizmente, a narrativa se encaixa em um problema na realidade atual, onde influenciadores digitais (populares), alienam a sociedade, induzindo-a a acatar suas opiniões, sugestões e indicações, atrapalhando a formação dos jovens, tanto física quanto mental e psicológica.

Os influenciadores têm um poder de indução muito grande na vida da sociedade, intervindo em decisões, sejam elas supérfilas ou de maior importância. As pessoas são influenciadas sem perceber, chegando a alienação sobre qualquer assunto ou produto. eles passam uma imagem de vida perfeita, onde se tem tudo, representando abundância em recursos e sucesso. Essa influência cria uma nova concepção onde “ter” (dinheiro, fama e bens materiais), importa mais do que o “ser”, levando assim, jovens a almejar uma vida semelhante, se não igual, a dos “influencers”.

De acordo com um estudo feito pela Youpix, mais da metade dos adolescentes e jovens adultos (geração z - nascidos entre 1990 e 2010) já foi influenciado digitalmente a conhecer um determinado produto ou marca, e comprá-lo. Essa pesquisa também revelou que 1/10 dos jovens se diz “não influenciado”. Diante desses fatos, a teoria do filósofo Guy Debord - A Sociedade do Espetáculo - se aplica nessa realidade, tendo em vista que influenciadores fazem da vida um palco, e performam nela um show para a sociedade, atingindo majoritariamente jovens, fazendo-os crescer e se desenvolver com a alienação e sem opinião própria, aflorando um anseio pela “vida de perfeição”.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse, sendo tomadas pelo Governo, juntamente a mídia, de modo a evitar a alienação no desenvolvimento dos jovens em relação as suas decisões, opiniões e vontades, por meio de campanhas conscientizadoras e divulgação sobre o problema, aconselhando ao estímulo de pensamentos próprios livres de intervenção, assim freando o impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens.