O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 26/03/2021
Parafraseando Allen Ginsberg, quem controla a mídia, as imagens, controla a cultura. Partindo desse pensamento, é evidente a influência dos produtores de conteúdo sobre os seus seguidores. Entretanto, essa influência pode trazer impactos tanto negativos quanto positivos para os usuários. Desse modo, são prementes estratégias para minimizar os efeitos maléficos dos influenciadores digitais sobre os jovens.
Nesse contexto, os impactos causados pelos influencers podem ser prejudiciais à formação dos jovens. Nesse viés, parafraseando Olavo de Carvalho, o advento da grande mídia democratizou a ignorância. Partindo desse pressuposto, são perceptíveis os impactos negativos sobre os jovens, como a falta de responsabilidade sobre o conteúdo postado, uma vez que os blogueiros não têm propriedade para falar sobre tudo o que querem e nem sempre buscam uma fonte segura antes de passar a informação. Além disso, existem muitos influenciadores que só postam futilidades, gerando uma ilusão de vida perfeita e de padrões estéticos inalcançáveis. Dessa forma, são inegáveis os malefícios que os digitais influencers têm sobre os jovens.
Por outro lado, com o devido cuidado em relação ao tipo de conteúdo que está sendo visto, os produtores de conteúdo podem ser benéficos aos jovens e à sua formação. Nesse viés, de acordo com pesquisas do Ibope Inteligência, cada vez mais os professores estão usando plataformas de estudo online como meio de ensino. Dito isso, é perceptível que as redes estão sendo de grande utilidade para a formação dos jovens. Nesse sentido, os estudantes podem ter acesso à aulas disponibilizadas digitalmente, sendo uma ajuda na hora de estudar, devido à praticidade. Aliado a isso, os jovens são muitas vezes incentivados a lutarem por seus objetivos, em razão dos influencers, que compartilham com frequência as suas experiências. Isso posto, é inegável o efeito benéfico dos influenciadores digitais.
Infere-se, portanto, que os influenciadores digitais podem impactar os jovens de forma positiva ou negativa. Logo, é basilar que o Ministério da Educação promova seminários, mediante palestras e “lives” nas mídias sociais, voltadas para adolescentes, sobre a importância de filtrar o conteúdo acessado e pesquisar sobre as pessoas que desejam seguir, com o fito de fomentar os aspectos positivos dos “influencers” e mitigar seus malefícios. Desse modo, poderá ser formada uma sociedade com seres mais éticos, críticos e pensantes.