O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 06/04/2021
O artigo 5º, da Constituição Federal de 1988, defende o direito pleno de qualquer cidadão. No entanto, o que se refere ao impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens, tal direito não tem sido assegurado, uma vez que esses podem manipular o pensamento e valores dos adolescentes. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da falta de instrução familiar e da priorização de interesses financeiros.
Em primeiro plano, a falta de instrução familiar é um desafio presente na sociedade. Tal problema pode ser observado por meio da falta de diálogo sobre o tema, já que as pessoas vivem uma rotina monótona e não percebem que dentro da formação familiar há uma lacuna no que concerne a consciência no uso da internet. Tal situação muitas vezes passa despercebida e pode causar depressão, crises de ansiedade, de baixa autoestima e comparação entre as pessoas, isso se deve ao fato de que os influenciadores passam uma visão distorcida da vida e publicam somente os momentos felizes.
Ademais, a priorização dos interesses financeiros é um entrave no que tange ao problema. Isso pode ser explicado segundo o pensamento do sociólogo Pierre Bourdieu, “aquilo que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão”. Tal afirmação comprova que os influenciadores digitais tem um papel importante na formação de pensamentos dos jovens, e tudo o que eles transmitem inspiram as ações e atos dos indivíduos, como a divulgação de produtos e marcas, que contribui para o consumismo exacerbado e a indicação de produtos agressivos e maquiagens que podem acabar comprometendo a saúde dos jovens. Deste modo, inverter a lógica e colocar os valores humanos em primeiro lugar é urgente.
Destarte, torna-se indispensável a elaboração de medidas com o intuito de gerar políticas que amenizem o cenário do impacto dos influenciadores na formação dos jovens. Portanto, o Ministério da Família deve, por intermédio de profissionais, orienta-las a respeito do uso da internet, a fim de não ferir a saúde psicológica dos jovens. Além disso, o CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) deve, por meio de verbas públicas, criar leis para regulamentar a publicidade nas mídias sociais, com a finalidade de diminuir as propagandas que podem prejudicar quem assiste. Dessa forma, espera-se frear tal problemática.