O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 06/04/2021
Os alemães Adorno e Horkheimer propõem o conceito de “indústria cultural”, cujas ideias estão relacionadas à padronização de valores comunicados pela mídia. Nesse sentido, influenciadores digitais, produtores de conteúdo do YouTube, Instagram e Facebook estão inseridos no contexto atual, possuem milhões de seguidores, principalmente compostos por jovens ouvintes. Portanto, é importante analisar o impacto desses influenciadores na vida dos jovens brasileiros, que estão cada vez mais conectados às redes sociais.
Conhecendo o poder dos influenciadores digitais, as empresas estão investindo nessas celebridades para promover seus produtos devido à ampla influência do público e à capacidade de moldar comportamentos, já que abordam os seguidores de forma natural, o que os faz querer seguir as tendências da moda e dos estilos de vida. Isso é evidenciado pela quantidade de publicidade que essas pessoas famosas estão fazendo, , no entanto, os pais devem orientar os filhos para não se tornarem alvos fáceis dessa estratégia de marketing, que muitas vezes, deixam a ética de lado em nome do estímulo ao consumo.
Além disso, é válido citar casos de atitudes preconceituosas de “youtubers”, que podem contribuir para a construção do caráter do jovem sob alicerces frágeis. Exemplo disso é Júlio Cocielo, cujas piadas foram consideradas racistas e repercutiram negativamente na mídia. Comportamentos como esse são inaceitáveis, pois reforçam estereótipos e distorcem a visão de mundo dos jovens, confirmando a ideia de Adorno, que a cultura de massa não apenas nos torna menos inteligentes, mas também incapazes de agir moralmente.
Portanto, fica claro que os influenciadores digitais têm o direito de persuadir e motivar os jovens brasileiros a agirem. Portanto, os pais e familiares são responsáveis por verificar o conteúdo dos vídeos assistidos nas plataformas online e relembrar os filhos sobre as manipulações da mídia para transformar obras de arte em commodities e estimular o consumo por meio da evacuação do público. Espera-se que isso desenvolva uma inteligência emocional entre os jovens, permitindo-lhes fazer escolhas e julgamentos sábios e ficar longe da “indústria cultural”.