O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 06/04/2021
O mundo vive a era da informação em que a todo momento, as pessoas absorvem diversos conteúdos direto de uma tela, seja de computador, tablet ou celular. Apesar da internet ser uma importante ferramenta para interações no mundo contemporâneo, ela pode ser nociva, principalmente aos jovens. Com efeito, adultos e crianças que tem muitos seguidores em redes sociais acabam se aproveitando disso, e não é novidade que, o governo e sociedade se posicionem diante das problemáticas causadas por eles.
Primeiramente, cabe ressaltar que os influenciadores digitais podem chegar a ter milhões de seguidores em suas redes sociais, exemplo disso são as irmãs Kardashian, que possuem um alcance de mais de 150 milhões de pessoas no Instagram. Por isso, essas celebridades virtuais são instrumentos de propaganda para diversas marcas. Porém, a falta de uma legislação para regulamentar esse tipo publicidade apresenta diversos problemas, entre eles, o incentivo ao uso de medicamentos, sendo comum blogueiras indicarem o uso de fármacos indiscriminadamente em suas postagens, principalmente os para emagrecer ou para dentes ficarem brancos. Esse tipo de divulgação, além de perigosa, reforça padrões estéticos como forma de alcançar a realização pessoal.
Ademais, a ausência de fiscalização por parte das redes faz com que postagens com conteúdos perigosos ou engraçados viralizem no meio online. Como aconteceu com um vídeo do youtuber mineiro Everson Henrique de Oliveira, conhecido na plataforma como “Everson Zoio”, ele relata um acontecimento envolvendo a ex-namorada. Tal acontecimento foi contado entre ele e alguns amigos que riam durante a filmagem, como se fosse algo normal em relacionamentos. Porém, enquanto as mídias não se posicionarem sobre o que seus usuários divulgam, será comum postagens com incitação ao ódio e também relativização de abusos como aceitáveis.
Em virtude dos fatos mencionados, medidas se fazem necessárias. O governo, junto ao CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), deve formular leis para regulamentar a publicidade no âmbito virtual, a fim de diminuir as propagandas que de alguma forma sejam prejudiciais a quem assiste. Criando campanhas, que podem passar nos comerciais de novelas ou jornais para que alcancem o máximo de pessoas possível. Além disso, as plataformas precisam revisar o conteúdo divulgado por seus usuários e, classificá-los por faixa etária caso seja necessário, impedindo assim que jovens assistam e tratem como algo normal.