O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 06/04/2021

Influenciador digital é aquele que influencia, através dos meios digitais, as opiniões e decisões de estilo de vida das pessoas que o acompanham. Contratar um influenciador para promover um produto ou uma marca, é uma das formas de publicidade mais utilizadas pelo mercado. Porém, a presença de influenciadores despreparados e que não sabem lidar com tamanha influência, gera consequências negativas na população, como o vício em consumir, resultante da necessidade de usufruir do que é utilizado pelos influenciadores, e os problemas psicológicos, causados pela imposição de um padrão de vida inalcançável para maior parte da população, que acaba se sentindo inferior.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que o consumismo gerado pela influência no poder de compra afeta, em maior escala, os jovens. Ao ser contratado por uma marca para realizar a publicidade de uma mercadoria, o influenciador passa a impressão de que, ao utilizar o produto, se sente realizado, o que leva os adolescentes a pensarem que necessitam da mesma mercadoria para se sentirem satisfeitos também. Segundo dados divulgados pela Youpix, especialista no mercado de criadores de conteúdo, apenas 10% dos jovens, entre 18 e 34 anos, nunca foram influenciados a comprarem algum produto ou a consumir determinada marca, o que mostra a força dos influenciadores nas escolhas de consumo da população.

Ademais, é notório destacar que, além da influência no poder de compra, muitos influenciadores despreparados, passam a sensação de que possuem uma vida perfeita, o que resulta no surgimento de doenças mentais, como a depressão. Isso ocorre devido ao fato de que, ao não alcançarem o mesmo padrão de vida dos influenciadores, as pessoas se frustram e se sentem inferiores. Um estudo realizado pela Royal Society for Public Health, entidade Britânica, constatou que o Instagram, plataforma mais utilizada pelos influenciadores digitais, é a rede social mais nociva à saúde mental dos jovens. Os dados divulgados comprovam que a vida glamurosa, criada por alguns influenciadores para o seu público, é um agravante para as doenças mentais da população.

Portanto, se mostra necessário que o Ministério da Educação realize ações de conscientização ao consumo exagerado, por meio de palestras em escolas, direcionadas ao público jovem, com o objetivo de diminuir o consumismo gerado pelos influenciadores. Além disso, é fundamental que o Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária (CONAR), estabeleça que as plataformas digitais, como o Instagram, devam controlar a influência negativa dos usuários, por meio do banimento daqueles que não utilizam as redes sociais de maneira responsável, com o objetivo de diminuir o agravamento de doenças mentais por parte dos influenciadores.