O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 16/04/2021

O filósofo Sócrates foi condenado a morte na Grécia, sendo acusado de exercer influência negativa as crianças. Hoje esses influenciadores são os youtubers e os instagramers. Existe no facebook um grupo formado por mães, em que compartilham pessoas que não gostariam que seus filhos assistissem, como esses famosos virtuais que incentivam os jovens ao excesso de comida, em especial ao doce, fazem com que o público infantil gaste excessivamente com brinquedos ou sorteios, as vezes sem o consentimento dos responsáveis. Remediar tal problemática é impescindível.

A priori, vale ressaltar que os dados sobre obesidade infantil são tão alarmantes que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que em 2025 o número de crianças obesas no planeta chegue a 75 milhões. Contudo, os gigantes da internet só instigam ainda mais esses números, como é o caso do youtuber Luccas Neto, que em seu canal do youtube faz coisas como encher uma banheira de chocolate, mergulhar e comer dela, cozinha comidas gigantes diariamente, instigando assim o público infaltil a comer excessivamente, contribuindo para problemas como diabetes, obesidade, desenvolvimento de cáries e até câncer.

A posteriori, percebe-se que todos os dias as crianças são bombardeadas por mensagens que estimulam o consumo, propagandas excitantes de jovens se divertindo com o produto anunciado, fazendo com que esse público compre sem precisar, os pais sem saber o que fazer cedem aos pedidos dos filhos. Há casos em que não existe o consentimento dos responsáveis, como aconteceu em 2017, em que o influencer Felipe Neto foi punido pelo Conar por enaltecer o consumismo infantil. O famoso divulgava um sorteio que levaria seguidores a passar um dia em sua mansão. Para participar, os seguidores deveriam se inscrever por meio de ligações telefônicas, sendo o principal problema, o vídeo não deixava claro que tudo aquilo era um anúncio publicitário. Ademais, o órgão também questionou o fato de que as regras não estavam claras e a mensagem principal continha linguajar impróprio.

Dado os fatos, analisa-se a necessidade de o governo patrocinar campanhas midiáticas, feitas por profissionais da sáude que ensinem os pais a melhor maneira de alimentarem seus filhos, induzindo também a proibissão de canais virtuais que incentivem a má alimentação. É de suma importância também que sejam criadas leis que proíbam propagandas direcionadas ao público infantil, pois estes não tem a capacidade de distinguir um programa de uma campanha publicitária. A fim de que esses jovens se desenvolvam com mais saúde e consciência.