O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 17/06/2021
Ao longo dos séculos, vários grupos de pessoas influenciaram os comportamentos como um todo das diversas sociedades já existentes, desde os grandes filósofos da Grécia Antiga até os pensadores iluministas compreendidos majoritariamente no século XVIII. Hoje, têm-se os influenciadores digitais como protagonistas dessa “função”, sendo esta impactante, principalmente, na formação dos jovens. Porém, essa nova “profissão” possui alguns aspectos negativos, como a supressão da subjetividade e do senso crítico. Em primeiro plano, vê-se a desconstrução do “íntimo” dessa parte da população. Como exemplo, tem-se o caso do conjunto musical coreano e também influencer BTS, que leva os seus fãs a realizarem “loucuras” pelo mesmo, uma clara amostra da “alienação” das emoções que poucos exercem em muitos, preferencialmente nas menores faixas de idade. Uma das razões de tal situação se dá na “crise de identidade” que variados indivíduos sentem atualmente, o que culmina no preenchimento desse vazio na adoração e posterior submissão ao referido clado. Causa-se, pois, um fenômeno de “rebanho” na comunidade de forma geral. Paralelamente, visualiza-se a falta de discernimento dos jovens. Um exemplo seriam as atuais disputas políticas, nas quais se observa o posicionamento de diversos desses, baseado no que defende o seu influenciador digital de gosto, como é o caso das discussões sobre as eleições presidências do próximo ano, provando-se a carência de pensamento crítico das abordadas pessoas e, por conseguinte, a participação daquele nas vidas destas. Isto acontece, na medida que se tem recorrentemente a contraposição do rápido acesso às informações ao desinteresse para com elas, exteriorizando-se, logo, a “preguiça intelectual” como outra causa desse cenário. Portanto, necessita-se cessar ambos os entraves da coibição do emotivo e do senso analítico. Destarte, a sociedade civil deve promover, por meio do apoio das escolas, sejam públicas ou privadas, o debate com os mais jovens em relação ao equilíbrio do mundo virtual com o real, visando-se achar, desse modo, os “gatilhos” que geram a preferência pelo primeiro ou pelo segundo. Consequentemente, é apenas assim que a juventude poderá guiar o seu próprio destino.