O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 21/06/2021

Sem dúvidas “a tecnologia move o mundo”, como afirma o grande Steve Jobs. Logo, todos nós estamos sujeitos a sofrer essa influência, seja ela das revistas, da tv ou dos próprios influenciadores digitais. Os jovens da geração Z são mais pragmáticos, onde estão sempre em busca do enriquecimento financeiro e pessoal. A geração Z consiste nos nascidos de 1995 a 2010. Eles nasceram lidando com avanços tecnológicos e facilmente assimilam as complexidades modernas.

Essa é a geração conhecida por conseguir viver múltiplas realidades, conseguindo estar presente tanto offline quanto online. Com o mercado digital em ascensão, as redes sociais deixaram de ser um ambiente agradável, de compartilhamento pessoal, e se tornaram uma rede de marketing, uma disputa por seguidores, com conteúdos exibicionistas e uma vida perfeita inexistente. Neste sentido, muitos jovens se sentem atraídos por essa imagem irreal e almejam aquele sucesso e o corpo perfeito. Isso gera um impacto muito forte no emocional dos jovens que acabam fazendo coisas extremamente exageradas e maléficas para seu corpo. Alguns, além de desenvolverem ansiedade e depressão, podem acabar se tornando bulímicos e isso é um transtorno alimentar vicioso e muito perigoso.

Segundo um estudo realizado pela Ford, 64% dos jovens da geração Z desejam ter um impacto no mundo. Isso acaba gerando uma correlação entre os influenciadores digitais e os jovens dessa geração. Por querem causar um impacto no mundo, muitos deles buscam maneiras virtuais de compartilhar suas ideias. Outro dado importante de citar é o de um estudo feito pela Youpix, que diz que 90% dos jovens entre 18 e 34 anos foram influenciados a comprar algo que os influenciadores digitais recomendaram. Desta forma, estes jovens criam um gasto desnecessário e exacerbado, que pode culminar em um consumo alienado: a compra impulsiva de necessidades fantasiosas, gastando mais do que se tem.

A geração Z se tornou um tipo de consumidor exigente e que as marcas devem aprender a escutar. Não é mais apenas uma questão de direcionamento de campanhas, é também buscar entender seus valores de consumo e perspectivas de relacionamento com a marca. Dessa forma, é preciso que a sociedade atue junto à família, criando campanhas que ensinem e capacitem os jovens a desenvolverem o senso crítico, procurando a verdade. Estes movimentos devem conscientizar a sociedade sobre a realidade que não é mostrada nas redes sociais, e incentivar o minimalismo- que é o ato de se livrar dos excessos e buscar a felicidade, a realização pessoal e a liberdade, para que, assim, possamos acabar com a soberania digital.